Ana Rita Sousa ganha prémio da Casa da América Latina com “estudo inovador” sobre Llansol e Bolaño

O Prémio Científico Mário Quartin Graça na categoria de Ciências Sociais e Humanas foi atribuído à académica portuguesa pela tese de doutoramento Mecânica de uma Personagem: Paisagem, Escrita, Autoria, centrada nas obras da escritora portuguesa Maria Gabriela Llansol e do ficcionista chileno Roberto Bolaño.

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Maria Gabriela Llansol Fernando Veludo

Atribuído pela Casa da América Latina em parceria com o banco Santander, o Prémio Científico Mário Quartin Graça destacou este ano, na categoria de Ciências Sociais e Humanas, a tese de doutoramento Mecânica de uma Personagem: Paisagem, Escrita, Autoria, que aborda numa perspectiva comparatista as obras da escritora e tradutora portuguesa Maria Gabriela Llansol (1931-2008) e do romancista chileno Roberto Bolaño (1953-2003), que adquiriu grande notoriedade internacional em 1998 com a publicação de Os Detectives Selvagens

O prémio distingue anualmente teses de doutoramento em três domínios — Ciências Sociais e Humanas, Tecnologias e Ciências Naturais e ainda Ciências Económicas e Empresariais —, atribuindo três mil euros aos vencedores de cada uma das categorias. São privilegiadas teses que se revistam de interesse quer para as universidades portuguesas, quer para as da América Latina, ou cuja elaboração tenha resultado de uma colaboração entre universidades dos dois lados do Atlântico. 

Licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Universidade do Porto, e actualmente leitora do Instituto Camões no México, Ana Rita Sousa doutorou-se com o estudo agora premiado na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que aprovou a sua tese com a classificação máxima. 

O júri destacou o seu “estudo inovador” sobre estes dois escritores contemporâneos, sublinhando que “a tese incide nas várias estratégias textuais que cada um desses escritores desenvolveu no decurso da sua trajectória e, em especial, nos processos de construção das suas personagens”.

Os outros dois contemplados com o prémio foram os brasileiros Ricardo Zimmermann e Monique Vieira, respectivamente nas áreas de Ciências Económicas e Empresariais e de Tecnologias e Ciências Naturais. Ricardo Zimmermann destacou-se com a tese Inovação e Gestão da Cadeia de Abastecimento: Estratégias, Capacidades e o Efeito do Alinhamento sobre o Desempenho das Empresas, apresentada na Universidade de Aveiro, e Monique Vieira venceu com o trabalho “Análise Quantitativa da Sustentabilidade para a Terceira Geração de Biocombustíveis Utilizando Dados de Processo de uma Biorrefinaria de Microalgas, realizada na Universidade do Porto e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPRE).

Esta foi a 11.ª edição do Prémio Científico Mário Quartin Graça, cujas candidaturas são maioritariamente originárias de Portugal e do Brasil.

O júri do prémio, que recebeu 85 teses para avaliar, foi composto por Arlindo Oliveira, Professor do Instituto Superior Técnico; João Proença, Professor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto; Pedro Cardim, Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa; João Paulo Velez, Director de Comunicação e Marketing Corporativo do Santander Portugal; e Manuela Júdice, Secretária-Geral da Casa da América Latina.

Dadas as circunstâncias decorrentes da pandemia, o prémio será entregue numa cerimónia virtual, cuja data não foi ainda anunciada. 

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