Opinião

Com dívida federal, a crise é opcional?

A verdade é que a discussão dos eurobonds já saiu do plano teórico, e agora a Europa pode começar a descobrir que tem muito mais margem de manobra para sair da crise do que antes se imaginava.

Uma linha de comboio ultra-rápido de Lisboa a Helsínquia, atingindo velocidades entre os 250 e os 350 quilómetros por hora, que nos permitiriam ir a Madrid em pouco mais de duas horas e sair de madrugada para almoçar em Paris, fazendo depois um laço em torno do Mar Báltico para se poder regressar passando por Estocolmo, teria o módico custo — segundo o Instituto de Viena para os Estudos Económicos Internacionais — de 550 mil milhões de euros. Mas deve ser difícil reunir tais somas, certo?