Sonae Capital compra seis centrais de cogeração em Espanha

Investimento ascende a 75 milhões de euros. As centrais têm capacidade global instalada de 88 MW.

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Cláudia e Paulo Azevedo lideram negócios detidos através da Efanor Nelson Garrido

A Sonae Capital, através da sua participada Capwatt Power Espanha, comprou um portefólio de seis centrais de cogeração localizadas em Espanha, nas regiões da Catalunha, Aragão e Castela e Leão, num investimento de 75 milhões de euros. As centrais, adquiridas à sociedade Ignis Capital, possuem, segundo a empresa, uma capacidade global instalada de 88 MW.

De acordo com um comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta quinta-feira à noite, “a aquisição enquadra-se na estratégia de crescimento da Capwatt como promotor de soluções integradas de energia, permitindo à empresa mais do que duplicar a actual potência instalada (que passará de 77 MW, para 165 MW), ao mesmo tempo que permitirá à CapWatt reforçar a sua presença no mercado espanhol”.

A Sonae Capital, que está a ser alvo de uma oferta pública de aquisição (OPA), lançada pelo accionista maioritário, a Efanor, adianta que “o Enterprise Value desta transacção situa-se em 75 milhões de euros”, dos quais 62 milhões de euros pagos esta quinta-feira, e “o remanescente sujeito ao cumprimento de um conjunto de condições, sendo pago, no máximo, até ao final de 2025”. A aquisição foi financiada “com capitais próprios e capitais alheios”, refere o comunicado.

As centrais compradas à sociedade Ignis Capital “actuam no tratamento de resíduos provenientes de suiniculturas, desempenhando uma importante função ambiental”, adianta a empresa, acrescentando que “todas as cogerações laboram em exclusivo com gás natural, sendo a energia térmica produzida consumida, na totalidade, no tratamento dos resíduos”.

A OPA lançada pela Efanor, que é também o maior accionista da Sonae SGPS (proprietária do PÚBLICO),  decorre até ao próximo dia 27 de Outubro. Trata-se de um oferta geral e voluntária, e que deixou de estar sujeita à condição do oferente atingir um mínimo de 90% dos direitos de voto.

A contrapartida da oferta foi revista em alta esta quarta-feira, aumentando 10%, passando a ser de 77 cêntimos por acção, mais sete euros que o valor inicial.