Entrevista

Miguel Azguime: “São os grandes desafios que nos fazem avançar”

Retratos musicais no Teatro São Luiz, a estreia de novas obras e o lançamento de CDs são algumas das iniciativas que assinalam os 60 anos de Miguel Azguime.

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Perseu Mandillo

Compositor, performer, poeta e programador, Miguel Azguime (n. 1960) tem-se afirmado como uma das mais relevantes e multifacetadas personalidades do panorama da música contemporânea em Portugal, ao mesmo tempo que tem mantido presença em palcos internacionais e contribuído para a difusão da música portuguesa através das iniciativas da associação Miso Music, cuja origem se encontra no duo Miso Ensemble, criado em 1985 em parceria com Paula Azguime, compositora, flautista e artista multimédia. Entre elas encontra-se a fundação da Miso Records (1988) e da Miso Studio (1990), a criação do Festival Música Viva (1992), da Orquestra de Altifalantes (1995), do Centro de Informação da Música Portuguesa (2002) e do Sond’Ar-te Electric Ensemble (2007). As diferentes actividades de Miguel Azguime deram origem ao seu interesse pelo domínio que o próprio artista designa por “palavra-sentido/palavra-som”, numa “tentativa de aproximação entre a componente semântica e metafórica da palavra e os seus parâmetros sonoros.” Esta abordagem encontra-se quer nas suas peças operáticas, quer na música de câmara, instrumental e electroacústica. No ano do seu 60.º aniversário, várias iniciativas darão a conhecer melhor a produção de Azguime, entre as quais os dois “Retratos” que têm lugar esta quinta-feira e sexta-feira, às 21h, no Teatro Municipal São Luiz (respectivamente um concerto pelo Sond’Ar-te Electric Ensemble e a reposição da ópera multimédia Itinerário do Sal); o lançamento de dois CDs e de nove “score followers”; três entrevistas no ciclo “Na 1.ª pessoa” do programa Música Hoje (Antena 2); e várias estreias de obras nos próximos meses.