PS acusa Bloco de irresponsabilidade ao sugerir nova proposta orçamental

Líder da bancada parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, diz que é “impossível” Governo apresentar um novo Orçamento do Estado.

Ana catarina mendes
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Ana Catarina Mendes é líder da bancada parlamentar do PS rui gaudencio

O PS acusou nesta terça-feira o Bloco de Esquerda de irresponsabilidade ao sugerir ao Governo uma nova proposta de Orçamento antes mesmo do processo de especialidade, mas considerou positivo que os bloquistas já recusem uma gestão por duodécimos.

Estas posições foram transmitidas pela líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, em conferência de imprensa, na Assembleia da República, depois de a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, em entrevista à Rádio Observador, ter colocado o cenário de o Governo apresentar uma segunda proposta de Orçamento para 2021, caso a que foi entregue no Parlamento chumbar já na generalidade, no dia 28.

“Foi com estranheza que ouvi a líder e coordenadora do Bloco de Esquerda pedir, como se de uma coisa simples se tratasse, para que o Governo apresente um novo Orçamento. Ora, durante meses e meses, o Governo negociou esta proposta, que entrou na Assembleia da República na semana passada, com todos os parceiros políticos dos últimos cinco anos”, declarou Ana Catarina Mendes.

A presidente do grupo parlamentar do PS considerou depois que a ideia de Catarina Martins de sugerir uma nova proposta de Orçamento, além de ignorar que o documento em cima da mesa é resultado de vários meses de negociações, “representa também uma irresponsabilidade, porque se torna impossível fazê-lo”.

“E torna-se impossível fazê-lo, porque as reivindicações feitas pelo Bloco de Esquerda estão consagradas na proposta de Orçamento”, sustentou, antes de apontar como exemplos o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e da protecção social dos desempregados, e a garantia de que o Fundo de Resolução “não terá dinheiro público”.

Por isso, de acordo com Ana Catarina Mendes, a actuação do Bloco de Esquerda “está a revelar-se impossível e irrealista”, causando ao PS, do ponto de vista político, “imensa estranheza”.

Estamos a horas de voltar à mesa das negociações com o Governo, incluindo o Bloco de Esquerda. Como bem sabe o Bloco de Esquerda, a proposta de Orçamento tem um período de especialidade e está ainda aberta a um conjunto de negociações”, referiu a presidente do Grupo Parlamentar do PS.

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