Chris Froome já não é o que era: britânico cede na primeira etapa da Vuelta

Neste início de Vuelta, o triunfo sorriu a Primoz Roglic (Jumbo), actual campeão desta prova, que foi o mais forte entre um grupo reduzido a apenas oito ciclistas.

Roglic de vermelho na Vuelta 2019
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Roglic de vermelho na Vuelta 2019 LUSA/JAVIER LIZON

Havia dúvidas sobre o valor actual de Chris Froome – não corria uma “grande volta” deste 2018, depois de uma queda grave –, mas o britânico dissipou-as nesta terça-feira, logo na primeira etapa da Volta a Espanha.

A tirada era de montanha, é certo, mas Froome cedeu numa subida de terceira categoria, não particularmente dura (seis quilómetros com 5,2% de inclinação), mostrando que, neste momento, não é o mesmo ciclista que venceu quatro vezes a Volta a França, duas a Volta a Espanha e uma a Volta a Itália.

E a equipa Ineos pouco se importou com Froome (que vai mudar de equipa em 2021), continuando a trabalhar na cabeça do pelotão – Froome (que perdeu mais de 11 minutos) não é, definitivamente, o nome forte da equipa para esta prova (esse será Richard Carapaz).

O ritmo da Ineos na subida final, de primeira categoria, acabou por fazer várias “vítimas” e caíram do grupo principal nomes como Daniel Martínez, Tom Dumoulin, David Gaudu, Alejandro Valverde, Aleksandr Vlasov, Mikel Nieve ou Guillaume Martin. E Thibaut Pinot, que cedeu mais de dez minutos.

E o grupo mais forte acabou por ficar limitado a apenas oito corredores, logo no primeiro dia de prova: Primoz Roglic, Sepp Kuss, Esteban Chaves, Richard Carapaz, Felix Grosschartner, Enric Mas, Hugh Carthy e Dan Martin.

O triunfo sorriu a Primoz Roglic (Jumbo), que foi o mais forte no pequeno grupo da frente. E vestirá desde já a camisola vermelha da Vuelta, dando à Jumbo aquilo que habitualmente gosta: controlar a corrida desde o início.

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