Covid-19: Costa diz que “a situação é grave” mas novo confinamento é “impensável”

“O número de infecções vai continuar a crescer nas próximas semanas”, disse António Costa.

António Costa
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Nuno Ferreira Santos

O chefe de executivo admitiu, na entrevista à TVI, esta segunda-feira, que “a situação é grave”, em termos de evolução da pandemia de covid-19, sobretudo porque o país já não pode tomar as medidas que tomou em Março: “Já não dispomos daquela que foi a grande arma, o confinamento geral. Hoje é impensável que possamos recorrer ao confinamento geral, por isso tudo está dependente da resposta individual de cada um”, salientou, depois de admitir que o número de infecções continue a crescer.

“As previsões que o Instituto Nacional de Saúde Pública faz para a evolução da pandemia confirmam o juízo que fizemos na semana passada: o número de infecções vai continuar a crescer nas próximas semanas”, disse António Costa, garantindo que nenhum epidemiologista consegue prever quando ocorrerá o pico de ocorrências e admitindo até que, como na primeira vaga, só se saiba que foi atingido o pico depois de ele ter sido registado.

Portugal regista nesta segunda-feira mais 17 mortes por covid-19 e 1949 casos de infecção. No total, o país contabiliza 2198 óbitos e ultrapassou as cem mil infecções desde o início da pandemia (101.860).

Dos novos casos, 987 (50,6%) foram identificados na região Norte, onde morreram 12 pessoas nas últimas 24 horas. Na região de Lisboa e Vale do Tejo registaram-se 749 novos casos (38,4%) e ocorreram três mortes. Morreram mais duas pessoas no Centro.

Há mais 966 recuperados, num total de 59.966. Actualmente, são 39.696 os casos activos, mais 966 do que no domingo. Este número resulta da subtracção dos recuperados e dos óbitos ao total de infecções.

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