Tottenham de Mourinho desperdiça um 3-0 com golo sofrido aos 90+5’

Este jogo marcou o regresso de Gareth Bale ao Tottenham, sete anos depois do último jogo pelo clube londrino.

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Mourinho no jogo frente ao West Ham Reuters/NEIL HALL

Começou com 3-0, acabou com 3-3. Foi assim o domingo de José Mourinho, que viu o Tottenham desperdiçar, frente ao West Ham, uma vantagem de três golos conseguida na primeira parte.

No jogo que marcou o regresso de Gareth Bale ao Tottenham, sete anos depois do último jogo pelo clube londrino, o Tottenham abdicou de jogar na segunda parte, confortável e sobranceiro com a vantagem, e colocou-se a jeito para o que o West Ham viria a fazer entre os 83’ e os 90+5’ - o golo do empate (vídeo em baixo) foi um grande remate de Lanzini, de fora da área.

Em Londres, a primeira parte ilustrou na perfeição aquilo que é o Tottenham de Mourinho: uma equipa que não faz questão de ter domínio do jogo e jogar em ataque posicional, mas que gosta, por outro lado, de explorar as transições.

Foi desta forma que chegou o primeiro golo, logo no primeiro minuto, com Kane a baixar no terreno para fazer um passe longo para Son. O coreano correu, correu, correu e, já na área, descaído para o lado esquerdo, todos sabiam o que aconteceria: bola puxada para dentro e remate em arco.

Aos 8’, Kane voltou a sair da área e fez magia. Um primeiro túnel a Rice, que entrou “à queima”, e um segundo túnel a Ogbonna, rematando por entre as pernas do central, sem hipótese de defesa para Fabianski.

O West Ham não sabia lidar com a mobilidade de Kane e ninguém da linha defensiva acompanhava o avançado. Resultado: não havia gente suficiente no meio-campo para cair em Kane, que fez o que quis do jogo.

Poucos minutos depois, o inglês recebeu um cruzamento perfeito de Reguilón e cabeceou facilmente para golo. Em 16 minutos, com um golo de pé direito, um de cabeça e uma assistência, Kane destruiu um West Ham totalmente inofensivo. E o Tottenham, sem ser ofensivamente sufocante, longe disso, chegou ao 3-0 com três golos em quatro remates.

A segunda parte trouxe, naturalmente, um West Ham mais atrevido e um Tottenham ainda mais confortável no seu meio-campo, mas a falta de engenho da equipa de David Moyes, refém de jogadores criativos no ataque (Yarmolenko e Lanzini estavam no banco), não permitiu criar lances de perigo.

Ainda assim, o West Ham foi claramente mais dominador e rematador na segunda parte. E a reviravolta chegou mesmo. Aos 83’, um lance de bola parada permitiu a Balbuena reduzir par 3-1. Um minuto depois, o Tottenham mostrou uma passividade tremenda e não pressionou o portador da bola. Coufal pôde conduzir tranquilamente e cruzou para um autogolo de Sánchez.

Já aos 90+5’, Lanzini, recém-entrado, fez um grande golo, com um remate de fora da área, e penalizou a apatia e sobranceria do Tottenham na segunda parte.

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