Miguel Oliveira assina o pior resultado em pista na época de MotoGP

Daqui a uma semana há nova corrida em Aragão e é provável que as dificuldades da KTM neste circuito venham a manter-se. A boa notícia é que, depois de terminar fora dos pontos, dificilmente Oliveira fará pior do que fez neste domingo.

Oliveira em acção em MotoGP
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Oliveira em acção em MotoGP Reuters/JENNIFER LORENZINI

Entre as corridas que terminou em 2020, o Grande Prémio deste domingo, em Aragão, foi o pior resultado da época para Miguel Oliveira. O piloto português terminou a prova de MotoGP em 16.ºlugar, pior do que o 11.º registado em São Marino. Descontando as corridas não terminadas, foi a primeira vez que o português acabou fora dos lugares pontuáveis.

Esta prova confirmou as más indicações dadas pelas KTM durante o fim-de-semana e, com um ritmo de corrida bastante fraco, nenhum dos pilotos da marca austríaca conseguiu uma boa prova: Binder foi 11.º, Pol Esparagaró 12.º e Lecuona 14.º.

Na frente da corrida, houve lugar para um “líder silencioso”. Pé ante pé, Joan Mir já é líder do Mundial, apesar de, curiosamente, não ter vencido nenhuma corrida no campeonato. E também não foi em Aragão que venceu, sendo batido por Alex Rins, autor de uma grande recuperação (partiu da 10.ª posição e tornou-se o oitavo vencedor diferente em 2020), e Alex Márquez, em boa forma nesta fase da época, que subiu de 11.º para 2.º.

Oliveira sempre “afundado”

A corrida deste domingo não foi fácil para Miguel Oliveira logo desde o início. Com a escolha de pneu médio na roda da frente e macio na de trás, o piloto português propunha-se a uma segunda parte de corrida mais forte, assumindo um início de prova com um ritmo menos competitivo – é já crónica a dificuldade da KTM para colocar a temperatura certa nos pneus, algo piorado pelas baixas temperaturas em Aragão. E foi precisamente isto que se passou. Após a partida, o português até ganhou duas posições nas primeiras quatro curvas do circuito, mas rodou muito tempo em 16.º lugar, sem conseguir galgar posições.

Na frente, Rins e Crutchlow faziam corridas opostas. O britânico estava a “andar para trás”, descendo do terceiro para o 12.º lugar, enquanto Rins, com uma grande partida, saltou, na primeira volta, do 10.º para o 4.º lugar.

Apenas seis pilotos em pista rodavam com dois pneus macios e dois deles eram precisamente Rins, com uma grande partida, e Viñales, que já tinha saltado para a liderança, à frente de Quartararo – tal como na última corrida, o francês, líder do Mundial, voltou a ter um mau ritmo, apesar de sair da pole position. E não demorou a cair para uma luta que, em tese, não seria a sua: a disputa por um simples ponto nesta corrida.

Nessa luta, o francês encontrou Miguel Oliveira, que, apesar de não ter chegado à prometida segunda parte de corrida mais forte, acabou por passar rapidamente pelo piloto da Yamaha. Parecia que o português iria salvar o dia com um ponto, mas acabou ultrapassado pelo companheiro de equipa, Lecuona.

Mau dia para Oliveira, que caiu do nono para o décimo lugar do Mundial. No topo da classificação, Joan Mir destronou Quartararo, numa luta totalmente aberta: entre o líder, Mir, e o quarto classificado, Dovizioso, há apenas 15 pontos de diferença. Desde o longínquo ano 2000, com Kenny Roberts, que a Suzuki não liderava o Mundial de pilotos.

Daqui a uma semana há nova corrida em Aragão e é provável que as dificuldades da KTM neste circuito – e com estas temperaturas – venham a manter-se. A boa notícia é que, depois de terminar fora dos pontos pela primeira vez (descontando as corridas que não terminou), dificilmente o português fará pior do que neste domingo.

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