Quando o cliente vende os seus móveis ao Ikea, isso chama-se #BuyBackFriday

O objetivo é dar uma “segunda vida e uma nova casa” a produtos indesejados, defende o gigante sueco de mobiliário.

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Na campanha o valor de compra pode ir até aos 50% do preço original do produto Paulo Pimenta

E se lhe dessem até 50% do preço daquele móvel que há muito está na arrecadação a atrapalhar por não combinar com o resto da decoração lá de casa? Pela primeira vez, a Black Friday deste ano será diferente, pelo menos nas lojas dos 27 mercados da cadeia Ikea. Ao contrário do que acontece nas edições anteriores na apelidada “sexta-feira negra”, cujas pessoas viciadas em compras aguardam o ano inteiro pela oportunidade dos preços baixos, a dinâmica desta vez é outra: a Ikea vai permitir aos clientes vender peças de mobiliário comprado nas suas lojas a troco de um cartão presente que pode chegar a  50% do preço original do produto. 

#BuyBackFriday dá nome à campanha que começa na terça-feira, 24 de Novembro, e termina a 3 de Dezembro, que se insere na estratégia do grupo em dinamizar o negócio circular e ter um impacto positivo em termos climáticos. “Queremos oferecer aos nossos clientes soluções e alternativas sustentáveis para os artigos de que já não precisam, mesmo que tenham sido úteis, funcionais e ajudado a criar memórias ao longo dos anos”, diz Helena Gouveia, directora de marketing da Ikea Portugal, na nota de imprensa, adiantando que a aposta do grupo sueco passa por novos modelos de negócio, mais sustentáveis. 

Ao abrigo desta iniciativa, o cliente vai receber um cartão presente Ikea por cada peça que vender, com um valor que pode ser utilizado em qualquer loja do país durante um ano. O valor atribuído pela compra do produto depende da especificidade do artigo e do seu estado de conservação. Os produtos têm de ser devolvidos totalmente montados. O que não puder ser revendido, é reciclado ou doado. “No período da campanha #BuyBackFriday, os membros Ikea Family que venderem os seus móveis Ikea, além do valor que lhes for atribuído, recebem ainda 50% adicional desse valor” ressalva a empresa.

No próximo ano, a maior retalhista de mobiliário planeia ter áreas dedicadas à revenda de móveis antigos nas várias lojas, numa altura em que o comércio online da Ikea Portugal registou um expressivo aumento, durante o ano fiscal que terminou em Agosto, período que coincidiu com a pandemia de covid-19. Contudo, as vendas totais caíram em mais de 8% em relação a 2019.

Texto editado por Bárbara Wong