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Covid-19 trava-se mais com “responsabilidade individual” do que com “imposições legais”, avisa Costa

O primeiro-ministro voltou a reforçar a ideia de que a luta contra o novo coronavírus pode ser feita com a responsabilidade individual, mas também com a aplicação que considera ser “fundamental para haver uma rápida detecção daquelas situações de proximidade com contactos de risco que são involuntárias”

António Costa
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LUSA/ESTELA SILVA

António Costa apelou este sábado a que a população portuguesa use a aplicação StayAway Covid e disse que não se justifica o encerramento de fronteiras, mesmo com um maior aumento de casos de covid-19 em Portugal. Na Guarda, onde está a decorrer a Cimeira Ibérica, o primeiro-ministro disse que a doença deve ser travada mais com a “responsabilidade individual” do que com “imposições legais”.

“Creio que temos todos consciência de que a sociedade, as famílias, as empresas não podem voltar a suportar o custo de uma paragem global como aquela que tivemos nos princípios desta pandemia. Os custos para o emprego são brutais, já temos mais de 100 mil desempregados, temos milhares de famílias com perdas de rendimentos e isto é um custo social imenso. Por isso, temos de conseguir contornar a pandemia, agora, com novas armas, não pode é ser parar outra vez tudo. Essas novas armas têm de ser a responsabilidade pessoal de cada um de nós”, disse.

Na conferência de imprensa ao lado de Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, António Costa voltou a frisar que o encerramento de fronteiras entre os dois países nunca foi uma decisão unilateral, mas que neste momento não se justifica o encerramento. O seu homólogo lembrou, por seu lado, que esta é uma “luta epidemiológica e não ideológica”.

“A situação de hoje é completamente diferente daquela em que estávamos em Abril, não no número de casos, mas quer ao que cada um de nós sabe sobre vírus, quer quanto à capacidade que os serviços de saúde têm para enfrentar os casos, quer na alteração significativa que é a população que está a ser mais atingida, uma população mais jovem em que o impacto da doença tem consequências menos gravosas”, assinalou António Costa, acrescentando que tudo isto faz com que o Serviço Nacional de Saúde esteja com “capacidade de responder com segurança”.

O primeiro-ministro voltou a reforçar a ideia de que a luta contra o novo coronavírus pode ser feita com a responsabilidade individual, mas também com a aplicação que considera ser “fundamental para haver uma rápida detecção daquelas situações de proximidade com contactos de risco que são involuntárias”. “Esta aplicação é anónima, repito, mas é fundamental para quem se cruza, nomeadamente nos transportes públicos, numa escola, no local de trabalho ou em restaurante. Esta é uma medida fundamental para travar a transmissão”, finalizou.

Portugal registou este sábado mais cinco mortos relacionados com a covid-19 e 1.646 novos casos, segundo o boletim da Direcção-Geral de Saúde.

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