Facebook vai suspender anúncios políticos nos EUA após a eleição

As regras fazem parte das tentativas da rede social conter desinformação sobre as eleições norte-americanas nas suas plataformas

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A rede social quer evitar o caos na noite eleitoral Reuters/DADO RUVIC

O Facebook vai suspender temporariamente anúncios sobre assuntos sociais e política nos EUA no dia 3 de Novembro, data das eleições presidenciais norte-americanas. O objectivo é evitar confusão sobre os resultados enquanto não é declarado um vencedor.

 "Vamos deixar de publicar todos os anúncios sociais, eleitorais ou políticos nos EUA após o encerramento das urnas a 3 de Novembro, para reduzir as oportunidades de confusão ou abuso”, lê-se num comunicado da empresa sobre o tema.

Para facilitar a compreensão dos resultados, a rede social vai criar uma caixa de informação nas aplicações e sites do Facebook e Instagram com informação de agências noticiosas e meios de comunicação social.

As novas regras fazem parte das tentativas da rede social conter desinformação sobre as eleições norte-americanas nas suas plataformas (WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook). No final de Setembro, a rede social barrou anúncios e publicações a promover a ideia de que o sistema democrático é corrupto e fraudulento e que votar não vale a pena passa a ser proibido.

Quando um candidato ou partido político alude à ideia de que “as eleições estão ganhas”, a rede social alerta os utilizadores e remete para o Centro de Informação de Voto onde os utilizadores podem encontrar informação fidedigna sobre o estado das votações.

Já esta terça-feira, a rede social classificou os grupos QAnon como perigosos e começou a removê-los da sua plataforma, bem como contas de Instagram que fossem representativas do movimento.

Ainda assim, as preocupações em torno da noite eleitoral mantêm-se com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou garantir que vai contribuir para uma transição pacífica de poder, se for derrotado nas próximas eleições presidenciais.

O Facebook frisa que continua a trabalhar com advogados e autoridades locais e nacionais para suprimir quaisquer casos de interferência eleitoral.

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