Philippe Garrel: “A autobiografia acabou, agora vem tudo da minha imaginação”

Um fragmento de educação sentimental e confusão sentimental da juventude, um “retrato intemporal” feito “sem introspecção”, enfoque que se tornou indissociável do método de Philippe Garrel: filmar com “actores jovens e técnicos experimentados”.

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Philippe Garrel tinha uns precoces 16 anos quando se estreou com Les Enfants Desacordés. Era o ano de 1964 e foi dos primeiros viajantes na cauda do cometa da nouvelle vague. Agora tem 72 anos e, depois de muitas voltas (e sobretudo muitas “fases”, como a que o levou a extremos estéticos e poéticos nos anos 70), a sua obra representa hoje um farol de maturidade e serenidade no cinema francês — como O Sal das Lágrimas, que agora estreia, de novo atesta.

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