Na sua página de Facebook, a JSD afirmou que "o campismo é hoje a única solução deste Governo para os estudantes deslocados frequentarem o ensino superior"
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Na sua página de Facebook, a JSD afirmou que "o campismo é hoje a única solução deste Governo para os estudantes deslocados frequentarem o ensino superior" Facebook

Depois de acampar junto do Ministério do Ensino Superior, a JSD exige explicações sobre residências

A juventude partidária criticou a falta de camas disponíveis para o ensino superior este ano lectivo e considera a política de alojamento estudantil do Governo um “descalabro”.

A JSD exigiu esta terça-feira, 6 de Outubro, ao ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior que esclareça onde estão as 2500 camas prometidas para os estudantes, sublinhando que a ausência de respostas em relação às residências pode comprometer a frequência no ensino superior.

Depois de esta madrugada ter montado uma tenda gigante em frente ao Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior para protestar contra a falta de camas para os estudantes universitários, a JSD escreveu ao ministro Manuel Heitor a pedir esclarecimentos sobre o cumprimento do Plano Nacional de Alojamento do Ensino Superior (PNAES).

“O que nos interessa é que o Governo concretize o PNAES. É um programa ambicioso, mas tem sido um plano que só tem resultado em promessas, anúncios e engodo. Passaram dois anos desde que foi anunciado e ainda nenhum estudante viu a sua concretização no terreno”, disse ao P3 o presidente da JSD e deputado, Alexandre Poço.

Na carta entregue no Ministério esta manhã, a JSD afirmou que “com cerca de 42% dos alunos deslocados da sua área de residência e pelos custos do alojamento serem incomportáveis para muitas famílias, a ausência de resposta ao nível das residências pode comprometer a frequência do Ensino Superior para muitos estudantes, aumenta o risco de abandono escolar e prejudica gravemente a igualdade de oportunidades”.

Na carta, assinada pela Comissão Política Nacional da Juventude Social Democrata, a estrutura diz que, depois de um início de ano conturbado, “com milhares de jovens e suas famílias na indefinição em termos de alojamento”, foi surpreendida “pela ineficácia e falta de cumprimento do PNAES no que concerne à oferta de novas camas para os estudantes do ensino superior”.

Apenas 32 camas das 64 realmente novas camas podem ser colocadas ao serviço dos estudantes. São números muito ambíguos em relação às 780 camas anunciadas como novas pelo seu Ministério, mas são ainda mais díspares se colocados em confronto com a promessa de 2500 novas camas previstas para 2020 segundo o PNAES”, refere a carta.

Na quarta-feira, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, vai ao Parlamento, chamado “com carácter de urgência” pelo PSD e pelo CDS. “Vamos confrontar o ministro na audição com aquelas que são as nossas reivindicações e a nossa análise bastante crítica daquilo que consideramos ser um descalabro a política de alojamento estudantil deste Governo”, diz Alexandre Poço.

Dada a “gravidade da situação e a importância que a mesma tem para milhares de estudantes e famílias”, a JSD exige que o ministro Manuel Heitor esclareça “qual o número de novas camas, bem como, que o Governo cumpra a sua palavra”, concretizando o PNAES.

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