Abshir Aden Ferro quer “1460 dias” para mudar o futuro da Somália

O empresário que vive há 30 anos em Londres e agora divide a vida entre a Europa e Mogadíscio quer ser eleito chefe de Estado do país onde nasceu. Diz que os somalis só são pobres por causa da corrupção e de uma comunidade internacional que defende os seus próprios interesses.

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Abshir Aden Ferro quer deixar de ser "o homem na sombra" e transformar a Somália Nuno Ferreira Santos

Abshir Aden Ferro, somali-franco-britânico de 52 anos, é candidato à presidência da Somália. A vontade de reunir apoios internacionais para a empreitada levou-o a uma visita a Paris, a semana passada, e a uma paragem de menos de um dia em Lisboa. Quis o calendário que o lançamento da candidatura acontecesse durante uma conversa com o PÚBLICO num restaurante na Ajuda. “É por eles que me candidato, quero dar-lhes voz”, diz o empresário de telemóvel na mão. No ecrã há jovens somalis que cantam e dançam perante dezenas de pessoas que aguardam a sua intervenção.