Vacina pode avançar mais cedo do que o previsto, dizem cientistas de Londres

Perspectiva de fontes governamentais é garantir a aprovação da vacina pela entidade reguladora até o início do ano. Ensaios estão a ser conduzidos pela Universidade de Oxford e a empresa farmacêutica AstraZeneca.

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Daniel Rocha

Depois de no início de Setembro ter sido suspenso o ensaio clínico da vacina contra a covid-19 que está a ser desenvolvida no Reino Unido, a possibilidade de que o processo possa ser antecipado ganha fôlego com o que o jornal The Times diz ser a grande esperança dos cientistas oficiais do programa do Governo e as garantias quase certas de fontes governamentais de Londres ouvidas pelo diário britânico.

Num artigo publicado neste sábado, e referindo-se a fontes do Governo não citadas, o jornal escreve que a vacina poderá ser administrada em adultos num prazo de seis meses – possivelmente mesmo antes da Páscoa.

A perspectiva dos responsáveis do Governo envolvidos no desenvolvimento e distribuição das vacinas é para que o programa exclua as crianças, num primeiro momento, o que permitiria vacinar os adultos mais cedo do que o previsto. A informação é atribuída a fontes das autoridades sanitárias. 

Os cientistas da Universidade de Oxford envolvidos nos ensaios acreditam que será possível, bastando para isso que a entidade reguladora esteja em condições de aprovar a vacina antes do início de 2021. O processo está a ser desenvolvido juntamente com a empresa farmacêutica AstraZeneca, também no Reino Unido.

Perspectivas mantêm-se

Para já, para Portugal, as perspectivas não se alteram. “A vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca é uma das vacinas em desenvolvimento para a covid-19. Existe um contrato assinado com este laboratório, que prevê, após a conclusão e autorização da vacina pelas entidades competentes, quantidades para todos os países da União Europeia, tendo sido negociados 300 milhões de unidades para a UE”, explica fonte oficial do Infarmed. 

“Após a conclusão dos ensaios clínicos, as vacinas terão necessariamente de ser avaliadas pela Agência Europeia do Medicamento, onde também participa o Infarmed, e só após esta avaliação a vacina poderá ser autorizada”, acrescenta.

Nas próximas semanas, um número significativo de profissionais de saúde britânicos poderá começar a receber formação para a possibilidade de ser administrada a vacina mais cedo, e isso far-se-á cumprindo uma série de normas que também estarão a ser redigidas.

O processo deverá incluir ainda a parte logística, com uma preparação em larga escala dos centros de vacinação em condições de dar resposta a dezenas de milhões de pessoas no momento de serem vacinadas, diz ainda o The Times.

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