Funcionária de embaixada dos EUA na Ucrânia morta enquanto corria em Kiev

Mulher norte-americana trabalhava para a embaixada dos Estados Unidos em Kiev. Vítima foi encontrada inconsciente, devido a um ferimento na cabeça, e acabou por morrer no hospital.

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Embaixada dos EUA em Kiev Kholodovsky/WIKICOMMONS

Uma mulher norte-americana, que trabalhava para a embaixada dos Estados Unidos em Kiev, foi morta durante um alegado ataque enquanto praticava jogging na capital ucraniana.

Um relatório da polícia revela que a vítima foi encontrada inconsciente, devido a um ferimento na cabeça, junto a uma linha ferroviária perto do parque de Nyvky, em Kiev. A mulher acabou por morrer no hospital.

As autoridades ucranianas procuram um homem alto, de cabelo escuro e vestido com uns calções, t-shirt e calçado desportivo, com cerca de 30 anos, por possível envolvimento no caso. No entanto, o porta-voz do Ministério do Interior da Ucrânia disse ao canal Espreso TV que poder-se-á ter tratado de um acidente.

Uma porta-voz da polícia, Anna Zubreva, afirmou ao jornal Kyiv Post que está a ser realizada uma autópsia para apurar a causa da morte.

“Estamos desolados ao reportar a morte de um membro americano da comunidade da embaixada dos Estados Unidos em Kiev”, afirmou a embaixada em comunicado, acrescentando que os seus funcionários “estão actualmente a colaborar com as autoridades para determinar as circunstâncias da morte”.

Uma fonte citada pelo diário The Guardian revela que a vítima era esposa de um funcionário dos serviços diplomáticos dos Estados Unidos, mas que a vítima não desempenhava nenhum cargo diplomático na embaixada.

Segundo a mesma fonte, foram já registados episódios de assédio e invasão, usualmente atribuídos a membros dos serviços de inteligência russos a trabalhar na Ucrânia, mas não foram reportados ataques físicos nos últimos anos.

A embaixada dos Estados Unidos em Kiev tem tido particular importância ao longo dos últimos dois anos, depois de Donald Trump ter sido acusado, no âmbito do processo de impeachment aberto pelos democratas, de pressionar o Governo ucraniano a investigar o seu rival Joe Biden e o  filho.

A antiga embaixadora dos Estados Unidos na Ucrânia, Marie Yovanovitch, que se recusou a colaborar com a campanha de Trump para pressionar a Ucrânia, foi despedida em Maio de 2019, tendo-se tornado uma testemunha importante no processo de impeachment. Em Fevereiro deste ano, Donald Trump foi absolvido pelos senadores republicanos.

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