Sporting falhou o primeiro objectivo. E não foi por pouco

“Leões” estão fora das competições europeias, depois de terem sofrido uma pesada derrota em Alvalade, diante do LASK Linz. Expulsão de Coates, no segundo tempo, arruinou as esperanças portuguesas.

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LUSA/TIAGO PETINGA

Não há outra forma de o dizer: o Sporting falhou, e não foi por pouco, o seu primeiro objectivo da época. Uma derrota em Alvalade, por 1-4, frente aos austríacos do LASK Linz afastou os “leões” da fase de grupos da Liga Europa, uma saída prematura das competições europeias como já não se via desde 2005-06, época em que foram afastados pelo Halmstad, na qualificação para a Taça UEFA. Depois de dois jogos com sinais positivos, o Sporting cometeu demasiados erros e só se pode queixar de si próprio. Mas não vai ter muito tempo para lamber as feridas. No domingo volta a entrar em campo.

Nada fazia prever, em teoria, que o Sporting iria cair com estrondo neste play-off. Os “leões” tinham ultrapassado a ansiedade do início de época com duas vitórias competentes, sem sofrer golos, e até Rúben Amorim já tinha saído de quarentena, tal como boa parte dos jogadores infectados com covid-19. O plano para atacar o LASK Linz seria praticamente o mesmo que tinha resultado com Aberdeen e Paços de Ferreira, apenas com Nuno Santos no lugar do lesionado Jovane Cabral. Mas não seria por aqui que os “leões” quebrariam.

O visitante austríaco limitou-se a aproveitar os erros do Sporting para o resultado robusto que acabaria por alcançar em Alvalade. E isso ficou bem evidente em todos os golos que marcou. Logo aos 14’, os “leões” defenderam de forma deficiente um canto marcado por Michorl, e Trauner, um central, cabeceou sem oposição para o primeiro. A este golo sofrido, o Sporting ainda conseguiu responder. Teve várias oportunidades para marcar, mas só o conseguiu aos 42’. Nuno Santos combinou bem com Porro e fez o cruzamento para o cabeceamento perfeito de Tiago Tomás.

O golo do jovem avançado ainda com idade de júnior, o seu segundo da época (já tinha marcado ao Aberdeen na eliminatória anterior), deixava o Sporting com boas sensações para a segunda parte. Mas tudo isso foi para debaixo do tapete aos 58’. Sempre atento a qualquer erro “leonino”, o LASK aproveitou uma falha na transição ofensiva (o que acontece com uma frequência preocupante) para chegar ao 1-2. Cruzamento largo pela direita, Porro falhou a intercepção e Raguz, com tempo e espaço, fez o 1-2, ao segundo poste.

Ainda havia tempo para recuperar. E Amorim estava preparado para lançar no jogo Pedro Gonçalves quando, aos 63’, viu Sebastian Coates ser expulso por falta sobre Balic quando este seguia isolado para a baliza de Adán. O uruguaio parece tocar primeiro na bola, mas sem VAR, e dada a velocidade do lance, o árbitro mostrou o vermelho e marcou um livre, do qual resultou o 1-3 para o LASK, um remate bem colocado de Michorl, mas a beneficiar de um péssimo posicionamento de Adán.

A perder por dois e a jogar com menos um, o Sporting já não iria longe. Mas ainda iria cair mais fundo aos 69’. Mais uma perda de bola que deixou Gruber na cara de Adán. O espanhol ainda saiu da baliza para tentar fazer a mancha, mas limitou-se a acompanhar com os olhos a trajectória da bola até ao fundo da sua baliza. 

Só depois de chegarem ao 1-4 é que os austríacos abrandaram um pouco e começaram a falhar oportunidades. E os “leões” ainda tiveram algumas aproximações com perigo à baliza do LASK, mas nem então foram minimamente competentes - Sporar teve mesmo uma bola de golo, mas o seu remate, após excelente passe de Pedro Gonçalves, saiu fraco. 

Não deu para amenizar uma derrota pesada que deixou a descoberto as muitas fragilidades da equipa e faz antever o muito trabalho que Rúben Amorim ainda tem pela frente para fazer deste Sporting uma equipa competitiva. Pelo menos agora já não se poderá queixar de um calendário carregado. O “estorvo” europeu já desapareceu.

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