Suspeito do ataque junto ao Charlie Hebdo acusado de “tentativa de homicídio”

Homem foi acusado de “tentativa de homicídio relacionada com motivação terrorista”. Suspeito apresenta-se agora como Zaheer Hassan Mahmoud, nascido no Paquistão há 25 anos.

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Ataque ocorreu na rua Nicolas Appert, em Paris, junto ao edifício que albergou a redacção do Charlie Hebdo IAN LANGSDON/EPA

O suspeito de ferir gravemente duas pessoas em Paris na sexta-feira à porta da antiga redacção do semanário Charlie Hebdo foi acusado esta terça-feira de “tentativa de homicídio relacionada com motivação terrorista”, segundo a AFP.

A informação foi adiantada pelo Ministério Público dedicado à luta contra o terrorismo (Pnat).

Um juiz também indiciou por “associação criminosa” terrorista o homem que tencionava atacar o semanário satírico e se apresenta agora como Zaheer Hassan Mahmoud, nascido no Paquistão há 25 anos. O Pnat pediu a detenção preventiva do suspeito.

O alegado autor do ataque de sexta-feira junto às antigas instalações do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, admitiu chamar-se Zaheer Hassan Mahmoud e ter nascido no Paquistão em 1995, anunciou esta terça-feira o procurador antiterrorismo de França.

O suspeito tinha inicialmente alegado chamar-se Hassan Ali e ter nascido em 2002 no Paquistão, identidade com a qual beneficiou de assistência social à infância quando chegou a França, em 2018.

Confrontado com um documento paquistanês encontrado no seu telefone, “acabou por admitir qual é a sua verdadeira identidade e que tem 25 anos”, disse o procurador Jean-François Ricard, em conferência de imprensa realizada esta terça-feira em Paris.

Além do principal suspeito, foram já detidas outras seis pessoas pelas autoridades francesas antiterrorismo por alegada ligação ao ataque, que fez dois feridos graves. As duas vítimas são jornalistas (um homem e uma mulher) da produtora de documentários PLTV.

O paquistanês confessou a autoria do ataque no sábado, justificando-o com a republicação no jornal satírico das caricaturas do profeta Maomé publicadas em 2014, algo que o suspeito alegou “não conseguir suportar”.

A 7 de Janeiro de 2015, dois irmãos, Saïd e Chérif Kouachi, forçaram a sua entrada nos escritórios do semanário satírico francês Charlie Hebdo em Paris. Armados com espingardas e outras armas, mataram 12 pessoas e feriram outras 11.

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