“Geringonça” “matou” protestos sindicais e abriu a rua a novos protagonistas

A austeridade durante o Governo de Passos Coelho provocou as mais altas taxas de contestação das últimas duas décadas, enquanto a aliança à esquerda e a sua política de devolução de rendimentos reduziu os protestos ao mínimo.

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Manifestação da cultura na Praça de Espanha em Outubro de 2012 evr enric vives-rubio

Os dois primeiros anos do Governo liderado por António Costa com o apoio do Bloco de Esquerda, PCP e Verdes foram os mais pacíficos em termos de contestação social que Portugal conheceu nas últimas duas décadas. Em 2015 contabilizaram-se apenas 44 iniciativas públicas como manifestações, greves, marchas e boicotes, e no ano seguinte apenas mais 15. Em contraponto, 2012 — o primeiro ano da troika em Portugal foi o ano mais conturbado deste século, com 250 protestos registados.