Fortnite, Tinder e Spotify juntam-se para lutar contra Apple e Google

O movimento das plataformas começou a ganhar forma em Agosto quando o videojogo Fortnite foi removido das lojas de aplicações da Apple e da Google por tentar fugir às taxas de pagamentos das lojas.

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A dona do Fortnite já preencheu duas acções judiciais em tribunal contra a Apple e a Google Reuters/Mike Blake

A dona da Houseparty e do Fortnite (Epic Games), o dono do Tinder (Match Group) e o Spotify juntaram-se a uma nova coligação de empresas para protestar contra o poder da Google e da Apple.

O grupo Coalition for App Fairness (Coligação pela Justiça nas Aplicações, em português) junta 13 empresas que querem obrigar as gigantes tecnológicas a mudar as taxas de pagamento das lojas online. Para já, a Apple é o principal alvo: em causa está o facto de jogos e serviços alojados na App Store terem de dar entre 15 a 30% das receitas obtidas pelas venda das aplicações.

“As regras para compras dentro da aplicação [IAP na sigla inglesa] obrigam os consumidores a pagar preços mais elevados”, justificou Mark Buse, que é o responsável pela política global do Match Group, num comunicado sobre a entrada do Tinder na coligação. “Isto leva à confusão e insatisfação do cliente e tem implicações de grande alcance para os nossos negócios.”

O projecto contra as regras da Apple começou a ganhar forma em Agosto quando o videojogo Fortnite foi removido das lojas de aplicações da Apple e da Google (a App Store e Google Play, respectivamente) por tentar contornar as taxas de pagamento das lojas ao oferecer descontos aos utilizadores que comprassem extras para o jogo no site oficial da empresa. Em resposta, a Epic Games preencheu duas acções judiciais em tribunal contra as gigantes tecnológicas, criou uma paródia com a Apple no papel de ditador e foi apoiada publicamente por várias empresas.

“As liberdades básicas dos criadores de aplicações estão a ser atacadas. Estamos a aderir à Coalition for App Fairness para defender os direitos fundamentais dos criadores de produzirem aplicações e fazerem negócios directamente com os seus clientes”, frisou Tim Sweeney, presidente executivo e fundador da Epic Games, num comunicado sobre a coligação.

Além dos três novos membros, esta quinta-feira a organização também anunciou um conjunto de princípios que quer exigir às lojas online, incluindo garantir que “nenhum programador deverá ser obrigado a pagar taxas injustas” e que “os dados de um programador não deverão ser usados [pela Apple ou Google] para competir contra ele”.