Homem de 59 anos detido por violência doméstica contra companheira de 20 anos e mãe

O detido manteria há vários anos uma relação extraconjugal com a rapariga de 20, que perseguia e vigiava, assim como com a mãe da vítima, que também foi vítima de agressões físicas.

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Detido está proibido de contactar ou de se aproximar das vítimas e está a ser monitorizado através de pulseira electrónica NFACTOS/Fernando Veludo

Um homem de 59 anos foi detido em Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, pelo crime de violência doméstica contra uma companheira de 20 anos e contra a mãe da vítima, com quem também manteria uma relação, de acordo com a Guarda Nacional Republicana (GNR) de Santarém.

De acordo com um comunicado do Comando Territorial de Santarém, foi apurado durante uma investigação que o suspeito “agredia física e psicologicamente a sua companheira, de 20 anos, perseguindo-a e vigiando todos os seus movimentos”. Esta vigilância constante era feita com recurso às redes sociais e levou a que o suspeito chegasse a ameaçar a mulher “com recurso a uma arma branca e a uma seringa”.

Ao que o PÚBLICO conseguiu apurar junto do porta-voz da GNR de Santarém, o homem de 59 anos, casado e com filhos, teria uma relação extraconjugal com a companheira de 20 anos “há cinco ou seis anos”, controlando a rapariga em todos os momentos.

“Se a rapariga publicava uma fotografia [nas redes sociais] em algum sítio, [o detido] estava lá passado pouco tempo”, exemplificou o major Rui Névoa ao PÚBLICO. Estes episódios já aconteceriam “há algum tempo”.

Na altura em que a rapariga de 20 anos apresentou queixa nas autoridades, a mãe da vítima também contou que tinha sido vítima de agressões físicas do homem por “recusar ter relações sexuais com ele”, adianta a GNR no comunicado. A mãe da rapariga também terá referido que mantinha uma relação com o indivíduo, acrescentou o porta-voz da GNR ao telefone com o PÚBLICO.

De acordo com o Comando Territorial de Santarém, os militares da GNR deram, na segunda-feira, cumprimento ao mandato de detenção devido ao perigo de continuidade da prática do crime” de violência doméstica.

O detido já foi presente ao Tribunal de Santarém, tendo-lhe sido aplicada a medida de coacção de “proibição de contactos e aproximação das vítimas” e a monitorização através de pulseira electrónica.

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