Governo admite colocar semáforos para identificar zonas de risco para a covid-19

Medida pode ser incluída no plano de Outono/Inverno.

António Lacerda Sales referiu que há troca de informações a nível europeu sobre questão dos semáforos
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António Lacerda Sales referiu que há troca de informações a nível europeu sobre questão dos semáforos LUSA/MÁRIO CRUZ

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, admite que colocar um sistema de semáforos, para identificar o risco de covid-19 em diferentes zonas do país, “pode vir a ser uma opção”.

Em entrevista à SIC Notícias, na quarta-feira à noite, quando questionado sobre a razão pela qual não era uma opção um sistema, defendido por especialistas, que permita, através de semáforos, identificar se determinada localidade, freguesia ou concelho está num nível verde, amarelo ou vermelho, António Lacerda Sales respondeu que “essa pode vir a ser uma opção”.

“Estamos a estudar a possibilidade através de planos, da elaboração de mapas de risco epidemiológico, e temos aprendido também com a experiência de alguns países nessa área. A ideia é também, neste plano de Outono/Inverno, desenvolver essa ideia em diferentes camadas”, começou por explicar o governante.

E especificou: “Numa primeira camada, fazer uma avaliação da evolução epidemiológica e de alguns indicadores, nomeadamente, por exemplo, a incidência cumulativa aos 14 dias por semana, por 100 mil habitantes. Numa segunda camada utilizar, por exemplo, um processo de semáforos, ainda está em discussão a nível europeu; e, depois, tomar as decisões certas, numa terceira camada, em função daquilo que é a primeira e segunda camadas. Isso está, de facto, sobre a mesa.”

António Lacerda Sales referiu que há troca de informações a nível europeu sobre a questão dos semáforos, mas ressalvou: “Podemos tomar essa decisão por nós, queremos é perceber se essa é ou não a melhor decisão. Estes planos de elaboração municipal que reflectem aquilo que são as assimetrias do ponto de vista epidemiológico, em diferentes zonas do país, são fundamentais para que possamos tomar decisões desse tipo.”

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