Covid-19: mais três mortes e 802 casos de infecção em Portugal

Mais de metade dos casos (437) foram detectados na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde ocorreram as três mortes registadas nas últimas 24 horas.

,Doença do coronavírus 2019
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Nelson Garrido

Portugal regista esta quarta-feira mais três mortes por covid-19 e 802 casos de infecção, o equivalente a um aumento de 1,15% face ao dia anterior. Este é o terceiro valor diário mais alto desde 10 de Abril, quando foram identificados 1516 casos. No sábado, dia 19 de Setembro, foram detectados 849. Desde o início da pandemia, o país contabiliza 1928 óbitos e 70.465 infecções.

Dos novos casos, 437 (54%) foram identificados na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde ocorreram as três mortes registadas nas últimas 24 horas. Os dados foram divulgados na actualização diária do boletim epidemiológico da Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Já recuperaram da doença 46.290 pessoas, mais 316 do que na terça-feira. Há mais 483 casos activos, num total de 22.247. Este número resulta da subtracção dos recuperados e dos óbitos ao total de infecções.

Estão internadas 571 pessoas (mais 25 do que na terça-feira), das quais 77 em unidades de cuidados intensivos (mais sete do que no dia anterior). O número de internados é o mais elevado desde o dia 22 de Maio, quando estavam hospitalizados 576 doentes infectados com o novo coronavírus.

A taxa de letalidade global no país é de 2,7%. Acima dos 70 anos, este valor sobe para 14%, anunciou a ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa desta quarta-feira sobre a evolução da pandemia. Cerca de 86,7% das pessoas que morreram com covid-19 em Portugal tinham mais de 70 anos. Nas últimas 24 horas morreram três homens com mais de 80 anos.

A região com mais casos de infecção é Lisboa e Vale do Tejo: 36.078. Seguem-se o Norte (25.339, mais 240 do que na terça-feira), o Centro (5760, mais 73), o Algarve (1450, mais 28) e o Alentejo (1371, mais 19). Os Açores registam 257 infecções (mais três do que no dia anterior) e a Madeira 210 (mais duas).

O maior número de mortes por covid-19 ocorreu no Norte: 877. Surgem depois Lisboa e Vale do Tejo (737), Centro (257), Alentejo (23), Algarve (19) e Açores (15). A Madeira não tem registo de óbitos.

Há 44 surtos activos em lares de idosos

A ministra da Saúde informou que há, neste momento, 44 surtos activos em lares. Segundo Marta Temido, estes surtos são os que “mais preocupam”, já que “são aqueles que estão relacionados com estruturas residenciais para idosos, face à vulnerabilidade das pessoas que estão envolvidas”.

Desses 44 surtos em lares, 23 foram identificados na região do Lisboa e Vale do Tejo, 17 na região do Norte, dois no Centro e dois no Alentejo. Os surtos englobam 67 lares e resultaram em 705 casos de infecção positivos em utentes, sendo que 114 desses estão internados.

Testes rápidos da Cruz Vermelha “ainda não estão recomendados"

Os testes rápidos da Cruz Vermelha “ainda não estão recomendados”, mas as autoridades de saúde estão a avaliar a sua utilização. A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que até ao final da semana haverá uma “definição sobre as circunstâncias” em que os testes podem ser usados mas, para já, continuam-se a realizar os testes clássicos.

A Cruz Vermelha disponibilizou na sexta-feira uma remessa de testes rápidos de diagnóstico à covid-19 para serem utilizados nas escolas e em lares. Marta Temido disse que era fundamental garantir a “segurança, fiabilidade e capacidade [dos testes] de detectar em cada caso com certeza o estado de saúde do indivíduo” e, para já, os testes rápidos de antigeno não asseguram essas condições.

“Recordo que estes testes não eliminam a hipótese de ocorrência de resultados que sejam falsos negativos e é isso que para nós merece um cuidado especial na definição do concreto contexto da sua utilização. São testes que podem ter baixa sensibilidade em indivíduos assintomáticos ou com uma carga viral baixa”, disse a ministra.

Santuário de Fátima já apresentou plano para o 13 de Outubro. DGS está a elaborar um parecer

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que a DGS reuniu na segunda e na terça-feira com o Santuário de Fátima, para preparar as celebrações do 13 de Outubro, e já existe um plano em curso.

Segundo Graça Freitas, a DGS está a avaliar o plano proposto pelo reitor e pelo vice-reitor do Santuário e irá elaborar um parecer, “como tem acontecido com outras instituições”. 

“Na segunda-feira, foi-nos apresentado o plano de contingência do Santuário e nós recebemos esse plano e ontem [terça-feira] fizemos a segunda reunião, esta já de carácter mais operacional entre a DGS e os pontos focais do Santuário. Deu-se início agora ao trabalho habitual que é de a apreciação desse plano e ver se ele está conforme as nossas recomendações e, no final, sairá, como tem saído para outras circunstâncias, um parecer que tem em conta todas os normativos que temos em vigor e o momento epidémico em que nos encontramos”, disse a directora-geral da Saúde.

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