No caso do uso de máscara não cirúrgica com capa e batina, o fundo deve ser “preto, branco ou cinzento”
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No caso do uso de máscara não cirúrgica com capa e batina, o fundo deve ser “preto, branco ou cinzento” Sergio Azenha

Praxe em Coimbra mantém-se, mas com máscara e distanciamento

Desrespeitar as regras pode levar à inibição de praxar, redução ao grau de caloiro ou mesmo proibição de participar nas actividades da Queima das Fitas.

A praxe em Coimbra não vai ser suspensa devido à pandemia da covid-19, mas terá novas regras, como o uso de máscara, distanciamento e proibição de grupos com mais de dez alunos, afirmou hoje o Conselho de Veteranos.

Ao contrário da Academia do Porto, que anunciou na semana passada a suspensão das actividades praxísticas, o Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra decidiu manter a praxe, mas com diversas regras, face ao contexto de pandemia.

O Conselho de Veteranos só prevê a suspensão total da praxe na eventualidade do fecho presencial da Universidade ou do retorno ao confinamento”, afirmou à agência Lusa o ‘dux veteranorum’, Matias Correia, em resposta por e-mail.

Devido à covid-19, foram divulgadas na segunda-feira medidas extraordinárias para a praxe por parte do Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra, que determinam o uso obrigatório de máscara, a proibição de grupos com mais de dez participantes, interdição de todas as interacções e actividades que envolvam contacto físico e distanciamento mínimo de dois metros.

Medidas alteradas consoante “evoluir da situação"

Estas medidas, em vigor durante este semestre, poderão vir a ser alteradas consoante “o evoluir da situação”.

“Se a DGS [Direcção-Geral da Saúde] decretar que o grupo máximo permitido de pessoas é de cinco, a praxe acatará conformemente”, respondeu Matias Correia.

Caso haja incumprimento das medidas previstas pelo Conselho de Veteranos, o ‘dux’ de Coimbra salientou que serão aplicadas sanções, que poderão ir de “uma simples reprimenda, inibição de praxar, redução ao grau de caloiro ou impedimento de uma pessoa ou curso participar nas actividades da Queima das Fitas, incluindo o Cortejo”.

“Paralelamente a isto, o Conselho de Veteranos comprometeu-se também a diligenciar processos disciplinares junto da Universidade para os casos de maior gravidade de incumprimento de regras sanitárias”, acrescentou Matias Correia.

O ‘dux’ aclarou que o Conselho de Veteranos tem um representante em cada curso da Universidade de Coimbra, que monitoriza todo o exercício da praxe.

Questionado sobre se estas decisões foram discutidas com a Associação Académica de Coimbra (AAC) e com a reitoria da Universidade, Matias Correia realçou que mantém relações de cooperação com as duas instituições, mas que “a decisão última foi tomada pelo Conselho de Veteranos”, o órgão máximo da praxe em Coimbra. Ao P3, a reitoria frisa que não existiu qualquer tipo de “entendimento” entre a instituição e o Conselho de Veteranos, sendo que quaisquer comportamentos que violem a “paz social” e as orientações da DGS serão punidos.

Na publicação na rede social Facebook, o Conselho de Veteranos esclareceu que, no caso do uso de máscara não cirúrgica com capa e batina, o fundo deve ser “preto, branco ou cinzento” e apenas são permitidos os símbolos da Universidade de Coimbra, Associação Académica de Coimbra e respectivas secções e carros da Queima das Fitas.

“Não são permitidas máscaras que destoem negativamente da capa e batina e tenham um mote estético em padrão ou desenhos”, acrescenta essa publicação.

Actualizado com a posição da reitoria.

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