Economia alemã deverá cair menos do que o previsto em 2020

O instituto económico Ifo reviu as previsões para a queda do PIB alemão, de 6,7%, para 5,2%, e diz que recuperação está a evoluir “de forma mais favorável”.

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LUSA/CLEMENS BILAN

O instituto económico alemão Ifo reviu esta terça-feira as suas estimativas para a evolução da maior economia da zona euro. A contracção económica neste ano de pandemia será de 5,2%, melhor que a queda de 6,7% anteriormente estimada.

Os novos dados parecem indicar que os efeitos da pandemia na economia alemã poderão ser menores do que o inicialmente previsto.

A recuperação está “a evoluir de uma forma mais favorável do que estávamos à espera”, disse o economista chefe do Ifo, Timo Wollmershaeuser, citado pela Reuters.

Segundo o instituto, o PIB alemão deverá ter caído 11,9% no segundo trimestre, face ao período entre Janeiro e Março, esperando-se um crescimento de 6,9% no terceiro trimestre e de 3,8% nos últimos três meses do ano.

O Ifo cortou as suas previsões de crescimento para o próximo ano para 5,1%, face aos 6,4% previstos inicialmente. Para 2022 a previsão é de um crescimento económico de 1,7%.

Apesar de ver sinais de recuperação da maior economia europeia, o Ifo sublinhou que existem grandes factores de incerteza que podem condicionar esta evolução.

Nomeadamente o aumento do número de infecções pelo novo coronavírus, o risco de um Brexit sem acordo e as disputas comerciais entre blocos económicos, que podem ter efeito sobre as exportações alemãs.

Este ano, segundo o Ifo, deverão registar-se mais 400 mil desempregados na Alemanha – o total de pessoas sem emprego deverá subir dos 2,3 milhões em 2019, para 2,7 milhões no final de 2020.

Este efeito de subida do desemprego deverá manter-se nos próximos dois anos: 2,6 milhões de desempregados em 2021 e 2,5 milhões em 2022.

Os números traduzem-se, de acordo com a Reuters, numa subida da taxa de desemprego para 5,9% este ano, com descidas para 5,7% em 2021 e 5,5% em 2022.

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