Governo reforça vontade de ter público de volta ao desporto

Secretário de Estado acredita que nas próximas semanas possa haver novidades sobre o plano de regresso dos espectadores aos estádios e aos pavilhões nacionais: “Os atletas merecem também o seu público”.

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Estão a ser criadas "condições para que o desporto não fique para trás", apontou o governante Rui Gaudencio

Não há um prazo definido e os timings serão sempre afectados pela evolução da situação epidemiológica em Portugal, mas o Governo reconheceu na segunda-feira a importância do regresso tão rápido quanto possível dos espectadores aos palcos desportivos. João Paulo Rebelo, secretário de Estado da Juventude e do Desporto, manifestou a convicção de que as próximas semanas possam trazer novidades sobre o processo de recuperação do público nos estádios e nos pavilhões portugueses.

Tem sido um dos temas mais sensíveis dos últimos meses no sector, que já tinha expressado preocupações com o plano da Direcção-Geral da Saúde para a retoma da actividade desportiva. Preocupações que se prendem, concretamente, com a execução de testes aos atletas e com o impedimento de os escalões mais jovens se treinarem sem restrições na maioria das modalidades.

Todas estas limitações acabam por ter impacto no desenvolvimento dos atletas e por reduzir fontes de receita, algo que é bem mais imediato quando se fala da ausência de espectadores nas bancadas. Ausência, essa, que tem motivado maior pressão e críticas directas de alguns protagonistas do futebol nacional, como Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto

À margem da apresentação da edição revista da Volta a Portugal em bicicleta, João Paulo Rebelo mostrou-se esperançado em que em breve possam ser criadas as condições para o regresso dos adeptos aos eventos desportivos, após a paragem causada pela covid-19.

“Espero que possa ser nas próximas semanas. Evidentemente que estamos sempre dependentes da evolução epidemiológica, da evolução deste vírus. Mas queremos criar condições, juntamente com os organizadores, não só do futebol, mas de todas as outras modalidades. No desporto, de uma forma geral, precisamos também de público”, assinalou o governante.

O facto de outros espectáculos já terem aberto parcialmente as portas aos espectadores tem sido o argumento mais utilizado pelos críticos desta orientação da DGS e o secretário de Estado acabou por aflorar o tema, ainda que ao de leve.

“Quando temos público noutros eventos, queremos ter público no desporto. Estamos a fazê-lo para acontecer com a maior segurança possível. Sabemos que esta pandemia não vai ficar resolvida nos próximos dias, nos próximos meses, portanto temos de retomar as nossas vidas. Chegaremos naturalmente ao momento em que criaremos condições para podermos ter público em segurança nos eventos desportivos. Os artistas dos espectáculos desportivos, que são naturalmente os atletas, merecem evidentemente o seu público, que também faz parte do espectáculo”, assumiu.

Recentemente, porém, foi a própria directora da DGS, Graça Freitas, quem deixou a garantia de que “nos próximos tempos” não haverá regresso do público aos estádios. João Paulo Rebelo reforça a ideia de que é preciso assegurar “um desfasamento de momentos que envolvem muitos milhões de portugueses, como o regresso às aulas”, mas sustenta também a necessidade de aos poucos se retomarem algumas rotinas. “Devemos estar focados é em reduzir ao máximo esse risco”. com Lusa

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