Alex Telles (ainda) faz a diferença no FC Porto

Com dois golos de uma assistência do defesa brasileiro, os “dragões” deram a volta ao Sp. Braga e iniciaram a defesa do título nacional com uma vitória, por 3-1.

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LUSA/MANUEL FERNANDO ARAUJO

A saída de Alex Telles do FC Porto já foi dada como garantida e, nos últimos dias, o acordo para a transferência do brasileiro para o Manchester United foi anunciado como praticamente fechado, mas enquanto se mantém no Dragão, o “13” dos portistas continua a fazer a diferença. Na estreia no campeonato, o “fantasma” Sp. Braga ainda assustou os campeões nacionais, mas com uma assistência (para Sérgio Oliveira) e dois golos de Alex Telles, o FC Porto iniciou a defesa do título com uma vitória (3-1).

Após uma pré-época incaracterística - os adeptos não tiveram a oportunidade de assistir a nenhum dos seis ensaios do FC Porto -, a primeira entrada em palco dos campeões nacionais mostrou uma equipa sem qualquer novidade. Se a divulgação dos convocados tinha deixado claro que Zé Luís ou Tomás Esteves já não contam para Sérgio Conceição, havia a dúvida se Alex Telles e Soares, que têm um pé fora do Dragão, ainda seriam opções. O defesa continuou a ser o dono do corredor esquerdo e a fazer a diferença; o avançado ficou sentado no banco. A ausência de Soares não abriu, no entanto, uma vaga para reforços (Taremi ou Evanílson).

Do outro lado, era certo que o regresso de Carlos Carvalhal a Braga iria trazer mudanças. Apesar de o técnico ter mantido a opção por três centrais, a saída de Palhinha e Trincão obrigava a alterações, mas Carvalhal tinha mais problemas: Gaitán, o reforço mais mediático, está lesionado; Paulinho, que continua no sai-não-sai, não foi utilizado.

Assim, o primeiro “onze” do Sp. Braga 2020-21 tinha dois reforços que garantiam “músculo” a meio campo (Al Musrati e Castro), e um ataque menos povoado do que o habitual: Ruiz e Ricardo Horta eram os mais adiantados.

O resultado deste cocktail táctico foi uma entrada forte do FC Porto, recompensada com um excelente golo de Otávio aos 13’, mas um fora de jogo de Corona anulou a vantagem portista. Dominado até aí, o Sp. Braga respondeu de forma eficaz: após uma jogada bem desenhada por Esgaio e Sequeira, Castro usou um dos seus pontos fortes e, com um remate forte, marcou no regresso ao Dragão.

Na jogada seguinte, Ruiz voltou a colocar a bola no fundo da baliza de Marchesin, mas oito centímetros impediram que o ex-Barcelona fizesse o terceiro golo com a camisola do Sp. Braga.

Apesar de terem respirado de alívio, os portistas acusaram a desvantagem e o “fantasma” Sp. Braga voltou a assustar os “dragões”: os bracarenses tinham vencido os últimos três confrontos com os portuenses.

Sp. Braga melhor na segunda parte

Menos dominador, o FC Porto deixou de surgir com perigo junto da baliza de Matheus, mas os “azuis e brancos” fizeram o adversário provar do próprio veneno. Em cima do intervalo, na melhor fase do Sp. Braga, Telles assistiu Sérgio Oliveira, que marcou de cabeça; na jogada seguinte, Raul Silva derrubou Marega na área e fez penálti e Telles juntou à primeira assistência o primeiro golo no campeonato.

Sem alterações, os minhotos entraram diferentes para melhor na segunda parte e, aos 49’, Ricardo Horta fez tudo bem, mas com apenas Marchesin pela frente, o extremo candidatou-se a protagonista de um dos falhanços da I Liga.

Com o Sp. Braga por cima, Carvalhal arriscou em cima da hora de jogo (entradas de Galeno, André Horta e Schettine), mas apesar de manter um (aparente) controlo, os minhotos só voltaram a criar perigo mais uma vez, novamente por Ricardo Horta, e, em cima do minuto 90, novo penálti displicente de um bracarense (falta de Tormena sobre Taremi) foi aproveitado por Alex Telles para bisar e selar o primeiro triunfo do FC Porto.