Greve de professores fecha escola em Linda-a-Velha

Escola Secundária Professor José Augusto Lucas, em Linda-a-Velha, fechou portas esta manhã para continuar a greve promovida pelo S.T.O.P. A falta de condições de segurança é um dos problemas apontados pelos profissionais de educação e pelo sindicato.

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LUSA/TIAGO PETINGA

Anunciada no início do mês, a greve promovida pelo Sindicato de Todos os Professores (STOP) foi prolongada até esta sexta-feira, dia 18 de Setembro. Esta manhã, por alegada falta de condições, a Escola Secundária Professor José Augusto Lucas, em Linda-a-Velha, fechou portas e não recebeu os estudantes para o segundo dia de aulas. Depois de seis meses afastados das instalações e sem aulas presenciais, os estudantes iniciariam hoje o ano lectivo. 

Depois de estabelecidas as regras e condições necessárias para o arranque do novo ano lectivo pela Direcção-Geral de Saúde, o S.T.O.P decidiu dar espaço para que profissionais de educação possam protestar contra a falta de condições de segurança da escola a que pertencem. Assim, no início do mês, foi anunciada a greve de docentes e funcionários para os primeiros dias de aulas.

Um dos grandes objectivos foi garantir aos profissionais de educação a possibilidade de protestarem caso o estabelecimento de ensino não oferecesse as devidas condições de segurança em plena pandemia

A juntar-se à luta contra o incumprimento destas medidas, André Pestana da Silva, coordenador do sindicato, acrescenta e resume a reivindicação a três frentes: a falta de assistentes operacionais, a redução do número de alunos por turma e a situação dos profissionais de educação — docentes ou não docentes — inseridos em grupos de risco.

“O sindicato defende as aulas presenciais, mas estas políticas do governo podem vir a privar milhares de estudantes do contacto directo com os professores e restantes colegas”, realça o coordenador. 

Para já, André Pestana da Silva não prevê a realização ou prolongamento da greve num futuro próximo. Porém, não deixa de evidenciar que essa situação pode mudar. O S.T.O.P mostra-se “disponível para receber depoimentos de profissionais de educação que sintam que as condições de segurança não estão reunidas”, acentua o coordenador.

A partir desses depoimentos, o sindicato vai proceder à realização de reuniões sindicais e tomar as medidas necessárias. “O S.T.O.P vai estar à altura das suas responsabilidades e convocar as greves que forem necessárias”, garante. 

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