Loulé aposta na energia fotovoltaica

Secretário de Estado da Energia, João Galamba, diz que não lhe parece que o petróleo seja o futuro.

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PEDRO CUNHA / PUBLICO

O potencial energético do Algarve está no sol “não no petróleo”. Esta foi a mensagem deixada nesta sexta-feira pelo secretário de Estado Adjunto da Energia, João Galamba, na inauguração da comunidade escolar energética da Escola Básica Integrada de Salir, no concelho de Loulé. As regiões do Algarve e do Alentejo, disse o governante, “são dois territórios com um potencial enorme, que rivalizam com os melhores locais do mundo para o fotovoltaico”. Assim parece estar afastada da agenda política - pelo menos nos tempos mais próximos - a polémica relacionada com a exploração de petróleo e gás ao largo da costa algarvia e sudoeste alentejano. “Não me parece que o petróleo seja o futuro”, rematou, salientando a importância da transição energética que conta com um envelope de “milhões” de fundos comunitários para investir.

Nesta escola do interior, com 250 alunos, foram instalados 41 Kw de painéis fotovoltaicos - um projecto-piloto que o município pretende replicar por todas as escolas do concelho. O investimento foi de cerca de 40 mil euros. No primeiro mês, adiantou ao PÚBLICO o director do Agrupamento Escolar padre Cabanita, Jacinto Colaço, “houve uma poupança na factura de electricidade de 500 euros”. Com essa verba, afirmou, pretende-se criar um fundo para ser gerido pela comunidade escolar, envolvendo professores alunos e pais, no desenvolvimento de projectos ambientais.

João Galamba elogiou: “Um projecto exemplar pela dimensão pedagógica e laços cívicos”. O próximo envelope financeiro dos fundos comunitários, sublinhou, “vai ter milhões de euros para investir” nesta área. A câmara de Loulé tem em curso a instalação 1000 Kw de energia fotovoltaica no mercado municipal e apresentou um projecto para atingir a produção de 2000 Kw noutros 180 edifícios sob gestão autárquica. Por outro lado, adquiriu uma plataforma digital, desenvolvida pela Algardata, para controlar e gerir todos os consumos energéticos, incluindo a iluminação pública.

À saída da cerimónia na escola de Salir, a presidente da associação de pais, Patrícia Guerreiro, aproveitou a ocasião para manifestar a falta de condições de segurança do estabelecimento de ensino. “Não temos funcionários para garantir a limpeza dos espaços e há alunos que estão na escola das 8h às 19h”. Nos tempos que vivemos, queixou-se, “não nos peçam para ter paciência para resolver estes problemas”. Jacinto Colaço comunicou que estava agendada uma reunião para a próxima terça-feira para discutir as situações pendentes relacionadas com a necessidade de ter horários desfasados. “Aqui [Salir] temos o problema da falta de funcionários, em Loulé é a sobrelotação das salas”, exemplificou.

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