Festival Todos insiste em estarmos juntos, física e digitalmente

Viajar pelo mundo sem sair de Lisboa vai ser possível em duas versões: ao vivo em São Vicente/Santa Engrácia e na net através do #TODOSemlinha onde se pode assistir a alguns dos espectáculos.

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Margarida Basto

Apesar dos constrangimentos devido à pandemia, a 12ª edição do Festival Todos irá realizar-se entre 17 e 20 de Setembro. Promovido pela Academia de Produtores Culturais e a Câmara Municipal de Lisboa, o festival terá uma abordagem diferente, diz a organização, que em comunicado nota que “2020 marca o ano em que temos de nos aproximar sem nos tocarmos”.

Viajar pelo mundo sem sair de Lisboa vai assim ser possível em duas versões: uma ao vivo em São Vicente/Santa Engrácia e no digital através do #TODOSemlinha, onde se poderá assistir a alguns dos espectáculos em directo numa transmissão em live streaming. Como afirma a organização do festival: “Apesar dos problemas que o mundo atravessa, estamos determinados em honrar a missão do TODOS”.

O programa já foi anunciado no site oficial e inclui música, dança, novo circo, teatro, fotografia, cinema, debates, culinárias do mundo, visitas guiadas, etc. Há já participações confirmadas como as de Selma Uamusse, Companhia Olga Roriz, Bruno Cochat, Músicos do Tejo com Ricardo Ribeiro e Ana Quintans, grupo O Bando, Marco Campaniça, Fernando Mota, Circus Marcel, Ana Jordão, Orquestra Todos e acaba de se juntar ao cartaz o grupo Le Tic-Toc-Choc.

O Festival nasce depois de, em 2008 Miguel Abreu, que ainda hoje dirige o evento, ter sido convidado pela Câmara Municipal de Lisboa a apresentar um projecto sobre a interculturalidade para a cidade. No ano seguinte nasce o Todos - Caminhada de Culturas, com a chancela da Academia de Produtores Culturais. A iniciativa visa contribuir para a destruição de guetos territoriais associados à imigração, convidando os públicos ao convívio entre culturas de todo o mundo, em Lisboa.

"Nunca como actualmente se debatem tanto os preconceitos relacionados com a interculturalidade, a imigração, os refugiados. Questões que o Todos levanta desde 2009, ano em que se iniciaram estas caminhadas de culturas que, a cada três anos, se instalam num território diferente da cidade de Lisboa, contribuindo para a destruição de guetos associados à imigração”, conclui a organização.

Os bilhetes podem ser adquiridos online no site do festival ou na Rua Bica do Sapato, 48.

Texto editado por Ana Fernandes

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