Parque das Serras do Porto cria rede de percursos pedestres

Serão quase 260 km de caminhos para calcorrear por terras de Valongo, Paredes e Gondomar. Com boas vistas garantidas, a rede deverá estar finalizada na Primavera.

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Parque das Serras do Porto
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Marco Duarte
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Santas Justa, Pias, Castiçal, Santa Iria, Flores e Banjas. São estas as seis serras que compõem um parque ainda jovem: a ideia já vinha dos anos de 1950 mas só em 2016 o Parque das Serras do Porto se formaliza com o acordo dos três municípios que abrange: Gondomar, Paredes e Valongo. Agora, esta área de quase seis mil hectares vai ter uma nova rede de percursos pedestres. As obras já começaram, anunciou a associação de municípios do parque.

A rede será composta por uma grande rota, que deverá totalizar 57 km ao longo dos três concelhos, e 18 percursos distintos, com pequenas rotas em cada território – pelo menos três delas deverão estar prontas em Novembro, sendo que actualmente já existem alguns percursos sinalizados.

A empreitada de implementação da rede, noticia a Lusa, teve início esta segunda-feira e deverá estar finalizada na Primavera de 2021. Por essa altura, graças a um investimento de 230 mil euros, haverá 259,2 km sinalizados no terreno para passear.

O projecto, além de “mobiliário e sinalética”, abrange “um plano de comunicação e de informação acerca das rotas e uma aplicação web apara ajudar quem fizer os percursos, fornecendo-lhes informação sobre o território que estão a visitar e os pontos de interesse”, explicou Alexandre Almeida, que além de estar à frente da autarquia de Paredes é o presidente executivo da associação do Parque das Serras, numa cerimónia de lançamento da obra, que decorreu em Aguiar de Sousa.

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Na mesma ocasião foi também apresentado “um projecto aprovado pelo Fundo Ambiental de preservação de rios que vai permitir operacionalizar nove quilómetros de margens ribeirinhas”. Segundo Alexandre Almeida, o projecto Rios versará uma parte dos rios Ferreira e Sousa, e prevê a “limpeza das margens de plantas invasoras, fazendo nascer depois, nesses locais, plantas autóctones”.

“A ideia é que as pessoas possam avaliar e apreciar a diferença, pois acredito que o que vão ver será o que todos gostaríamos que fossem as margens ribeirinhas”, disse à Lusa o autarca que admitiu “a sua implementação, lentamente, em todo o percurso dos rios no parque”. 

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