Dois bombeiros feridos com gravidade em incêndio de Proença-a-Nova

Duas das vítimas do fogo foram transportadas de helicóptero para o hospital. Sofreram queimaduras de segundo grau no abdómen e nas pernas mas estão fora de perigo. Veículo dos bombeiros ardeu.

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PAULO PIMENTA

Dois bombeiros sofreram queimaduras de segundo grau durante o combate a um incêndio no concelho de Proença-a-Nova. As duas vítimas foram transportadas de helicóptero para os Hospitais Universitários de Coimbra em estado considerado grave, uma vez que foram atingidos pelo fogo não só nas pernas como no abdómen, o que pode condicionar uma eventual necessidade de ventilação.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil informou a agência Lusa de que os dois homens estão “livres de perigo”. A viatura em que seguiam ardeu no incêndio, que lavra desde o início da tarde na localidade de Conqueiros, distrito de Castelo Branco, e cujas causas estão por enquanto por apurar. Registaram-se ainda três outros feridos ligeiros entre os bombeiros de Proença-a-Nova, com queimaduras menores e intoxicações por inalação de fumo. Todos os homens estavam dentro do veículo que ardeu. 

Segundo informações da Autoridade Nacional de Protecção Civil, no local encontram-se 114 veículos e 12 meios aéreos, bem como 358 operacionais. As chamas ainda não estão controladas, informa a Câmara Municipal de Proença-a-Nova. 

Em Julho passado os Bombeiros Voluntários de Proença-a-Nova perderam um dos seus homens, um rapaz de 21 anos. Diogo Dias combatia um fogo e a viatura em que seguia capotou, tendo o acidente feito mais três feridos. Nas cerimónias fúnebres estiveram cerca de mil pessoas, incluindo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. 

Num ponto de situação feito às 19h, um dos comandantes da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, André Fernandes, disse que além do incêndio de Proença-a-Nova quatro outros fogos apresentavam dimensões preocupantes: dois em Arouca, um em Torre de Moncorvo, em Bragança, e outro já na Galiza, nas imediações de Terras de Bouro, cujo combate contou com o apoio de operacionais portugueses. 

André Fernandes não arriscou uma previsão de quando poderão estar controladas as chamas em Proença-a-Nova: “O combate ainda está difícil devido ao vento forte que se faz sentir, à vegetação e às condições de secura”, explicou, apelando às populações para que não baixem a guarda e ajudem a Protecção Civil, respeitando as indicações dadas para não usarem fogo nesta altura, em que “os incêndios continuam a ter grande probabilidade de progredirem rápida e violentamente”. 

“Vamos esperar que o cenário meteorológico mude. Mas não será já amanhã”, avisou o mesmo responsável. 

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