Um novo confinamento geral “não é de excluir totalmente”

Devíamos ter “um investimento robusto e claro na saúde pública em vez dos 700 mil euros” anunciados, defende o presidente da Associação Nacional Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, que antecipa um “Inverno difícil”.

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Daniel Rocha

Meio ano após o anúncio dos primeiros casos de covid-19 em Portugal e numa altura em que o número de infecções pelo novo coronavírus está a aumentar de novo, o presidente da Associação Nacional Médicos de Saúde Pública, Ricardo Mexia, diz que o reforço nesta área é “muito incipiente” e que os especialistas trabalham “num regime de quase escravidão”. “A saúde pública é uma especialidade no terreno e muitas vezes não há computadores, não há ar condicionado, não há veículos e tudo isto compromete a nossa capacidade de actuação”, lamenta. Apesar do aumento de novos casos de infecção, o médico que trabalha no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge admite que um novo confinamento geral da população é pouco provável mas considera que essa opção não deve ser retirada “de cima da mesa" e também defende o uso de máscara na rua em alguns locais em que haja maior circulação de pessoas e maior dificuldade em manter as distâncias.