No Quénia, as galinhas invadiram uma sala de aulas

Por causa da pandemia de covid-19, as escolas do Quénia tiveram de fechar as portas. Em Wang'uru, nasceu um galinheiro numa antiga sala de aulas.

REUTERS/Baz Ratner
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Entre as quatro paredes desta escola em Wang’uru, no Quénia, costumam estar crianças em aulas. Mas hoje, devido à pandemia de covid-19, são as galinhas que ocupam os lugares. Insólito? Mais do que insólito, “é desanimador”, diz à Reuters o director da escola que encerrou portas em Março, James Conhall.

Existem cerca de 11 mil escolas privadas no Quénia. Sem alunos, os estabelecimentos de ensino não têm como pagar aos 158 mil professores que delas dependem e se encontram em licença sem vencimento, segundo dados fornecidos à agência noticiosa pela a Associação de Escolas Privadas do país. “Rapidamente pensei em ocupar as salas de aulas e a ideia que tive foi a de criar galinhas”, explica o director. Além dos galinheiros, a escola converteu o seu campo de jogos numa grande horta, onde um dos professores se ocupa a tempo parcial.

Apesar da perda de 155 mil euros registada este ano, a escola de Wang’uru tem conseguido, graças à criação de galinhas e cultivo hortícola, pagar salários parciais aos seus professores. "As escolas privadas têm de pensar ‘fora da caixa’ e aprender que nunca devem depender exclusivamente das crianças [para obter receita]”, alerta Conhall. “Devem ter projectos paralelos de apoio; assim, caso a escola feche a porta, existe sempre uma saída." As escolas do Quénia deverão permanecer encerradas até Janeiro de 2021.

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