Eduardo Cabrita acusa ANA de “violar obrigações de serviço público” no aeroporto de Faro

O ministro da Administração Interna critica a empresa por manter fechada a sala de Verão do aeroporto, sublinhando que os meios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras são suficientes.

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O ministro criticou a ANA por “prejudicar o país” daniel rocha

O ministro da Administração Interna responsabilizou esta sexta-feira a ANA - Aeroportos de Portugal pelas filas no aeroporto de Faro, acusando-a de “reiteradamente violar as obrigações de serviço público” e “prejudicar o país”.

No final da reunião da Estrutura de Monitorização da Situação de Alerta e de Contingência devido à pandemia de covid-19, Eduardo Cabrita foi questionado se o aeroporto de Faro vai ser reforçado com inspectores do SEF após a decisão do Governo britânico de excluir Portugal continental do chamado corredor aéreo.

No final de Agosto e após Portugal ter sido incluído na lista dos países deste corredor aéreo, milhares de turistas britânicos chegaram ao Algarve, onde se registaram aglomerações de passageiros nas chegadas do aeroporto de Faro.

O ministro afirmou que “a decisão inglesa poderá provocar uma antecipação de regresso de cidadãos britânicos ao seu local de origem para que não fiquem sujeitos a situação de quarentena”.

“O SEF tem pleno recurso de meios, mas temos um problema grave que é a ANA, que tem reiteradamente violado as suas obrigações de serviço público e mantém fechada a sala de Verão do aeroporto de Faro. Isto pode determinar a criação de filas que não tem a ver com o SEF, que tem os meios necessários, mas tem a ver com a ANA, que provavelmente por razões económicas considera que estamos no Inverno”, disse o ministro.

Eduardo Cabrita sublinhou que os meios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras são mais do que suficientes. Nos aeroportos, os procedimentos de saída dos passageiros são muito mais rápidos do que os das chegadas, que exigem um maior controlo documental.

Na quinta-feira, o Governo britânico decidiu retirar Portugal da lista de países considerados seguros no actual contexto de pandemia de covid-19, com excepção das regiões autónomas da Madeira e Açores, e a partir de sábado voltará a obrigar a uma quarentena de duas semanas quem regresse do território continental português.

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