CDS-PP Lisboa quer farmácias a disponibilizar gratuitamente a vacina da gripe

Em 2019, as farmácias administraram 25% das vacinas contra a gripe sem apoio do SNS.

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Adelaide Carneiro

Vai ser apresentada na próxima quinta-feira uma moção “que visa o reforço e a disponibilização grátis para os utentes da vacina contra a gripe nas farmácias”. A medida, uma proposta da vereação do CDS-PP de Lisboa, pretende que as farmácias de Lisboa sejam instadas pelo Governo a incluir a vacina para a gripe na sua rede de administração, “sendo remuneradas pelo SNS e evitando assim qualquer agravamento de custos para o doente”. 

O partido sustenta a decisão nas dificuldades logísticas de administração da vacina nos hospitais devido à actual situação pandémica, bem como no “enorme potencial que as farmácias comunitárias têm para aportar valor e eficiência ao serviço de saúde”, promovendo uma articulação “duradoura” destes estabelecimentos com a autarquia. O CDS sublinhou “que as autoridades de saúde temem o cúmulo da gripe sazonal com a pandemia de SARS-CoV-2 [o novo coronavírus]”.

A Direcção-Geral da Saúde anunciou no mês passado que tenciona ter dois milhões de pessoas vacinadas contra a gripe até ao final do Inverno, naquela que se pretende que seja “a maior compra de sempre de vacinas para a gripe”. No ano passado, vacinaram-se até finais de Outubro 573.195 portugueses com 65 ou mais anos. Em 2019, as farmácias administraram 25% das vacinas contra a gripe, sem apoio do SNS.

“Estamos em vésperas da chegada do Inverno e o risco de cruzar a gripe sazonal com o SARS-CoV-2 é muito elevado. Não temos vacina para o SARS Cov2, mas temos para a gripe. O CDS propõe que se aproveite a rede já existente de mais de 2800 farmácias para que a vacina chegue a todos e com custos suportados pelo SNS”, diz o vereador do CDS Nuno Correia da Silva.

Texto editado por Ana Fernandes

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