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Entrevista

Kelly Lee Owens: “É preciso falar de vida, morte e renascimento!”

Por vezes, as suas canções electrónicas são vistas como hedonistas, mas no álbum Inner Song a britânica Kelly Lee Owens mergulha nas suas inquietações e nas do mundo, abrindo espaço à superação.

Entre a canção pop electrónica de ambientes sonhadores e os dinamismos do tecno, Kelly Lee Owens, 32 anos, adquiriu muitos admiradores em 2017 quando se estreou com um álbum homónimo. O novo Inner Song segue as coordenadas desse registo inicial, embora expandido a paleta emocional, tanto arquitectando momentos de abstracção (como na versão de Arpeggi dos Radiohead), como se deixando ir à procura de sensações dançantes em Melt!, Night ou Jeanette, ou recriando canções pop contemplativas, que passam por diferentes temperaturas, como Re-wild, L.i.n.e. ou Flow. Pelo meio existe ainda Corner of my sky, com a colaboração do ex-Velvet Underground John Cale, que tal como ela nasceu no País de Gales.