A “jóia da coroa”: Maserati revela primeiro supercarro em 15 anos

São 630 cavalos. Apresentado em Itália, o novo MC20 vai dos 0 aos 100km/h em menos de 2,9 segundos. Velocidade máxima: 325 km/h. Preço esperado: mais de 216 mil euros (sem impostos...).

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Reuters/FLAVIO LO SCALZO
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LUSA/US Maserati / HANDOUT
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A Maserati apresentou ao mundo esta quarta-feira o seu primeiro supercarro em década e meia, e o primeiro de produção inteiramente própria, com objectivo claro: tornar-se a “jóia da coroa” da fusão da Fiat Chrysler com a PSA (Peugeot Citroën) – o novo grupo Stellantis.

Com um ano de atraso em relação às previsões da empresa, o MC20 foi finalmente apresentado ao grande público em Modena, Itália. O novo carro desportivo de alto desempenho, elegante e superleve (em grande parte é feito em fibra de carbono e alumínio), chega com aceleração de 0 a 100 em menos de 2,9 segundos e uma velocidade máxima anunciada de 325 km/h. Ao contrário de modelos similares, que eram produzidos pela Ferrari para a marca, até porque as duas empresas integravam a Crysler (a Ferrari já não), o MC20 foi inteiramente produzido pela Maserati.

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O novo carro integra uma frota de novos veículos, planeados para lançamento até 2023, com que a Fiat Crysler pretende posicionar-se nos lugares cimeiros do mercado automóvel de luxo. Não é tarefa fácil, já que não falta competição de topo (Aston Martin, Ferrari, Porsche...).

O MC20 chega com um V6, apoiado por dois turbocompressores, a debitar 630cv, com o motor montado em posição central, o que lhe garante a distribuição de peso que se pretende num desportivo – premissas que se vão fazer pagar. O supercarro deverá chegar ao mercado europeu por um valor base de 216 mil euros. Ainda assim, é quase três vezes menos do que o supercarro anterior o MC12, que, aponta a CNN, teve a sua última produção em 2015. Mais tarde, a empresa planeia apresentar uma versão do modelo 100% eléctrica.

A elevação a “jóia da coroa” do grupo Stellantis partiu do próprio chefe da Fiat Crysler, o CEO Mike Manley, que adiantou haver um “bom progresso” nos planos de fusão com a PSA, devendo esta estar concluída no primeiro trimestre do próximo ano.

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A Maserati, que, apesar do valor-marca, está “no vermelho” (perdas operacionais de 199 milhões de euros em 2019), é vista por Manley como um activo com futuro: o responsável diz que em cinco anos se prevê que tenha vendas anuais de 75 mil veículos, tornando-se rentável – são altas expectativas, já que no ano passado vendeu apenas 26.500 veículos. Mas o plano de investimento em novos modelos Maserati chega bem apoiado: Mike Manley confirma, adianta a Reuters, que os valores a investir deverão rondar os dois mil milhões de euros. 

Em 2021 e 2022, a Maserati pretende lançar um novo SUV e modelos renovados dos GranTurismo e GranCabrio, os primeiros carros 100% eléctricos da insígnia. 

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