Costa aposta na reindustrialização do país e lamenta suspensão dos testes da vacina

Primeiro-ministro aponta a reindustrialização como um desígnio nacional.

António Costa à chegada à Contextile 2020
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António Costa à chegada à Contextile 2020 LUSA/HUGO DELGADO

A recuperação do país tem de ser alcançada através da industrialização. Esta foi a ideia principal que o primeiro-ministro transmitiu em Guimarães, nesta quarta-feira de manhã, durante uma visita à 5.ª Bienal de Arte Têxtil Contemporânea - Contextile 2020. Para António Costa, os sectores do têxtil, do calçado e o alimentar são os que podem funcionar como motores deste processo. O primeiro-ministro assumiu ainda que a suspensão dos testes da fase final da vacina contra o novo coronavírus anunciada pela farmacêutica AstraZeneca é uma “má notícia”.

“O calçado, o têxtil, o alimentar são indústrias fundamentais e com as quais contamos para o futuro. Vão ter de ser os motores da recuperação económica do país”, defendeu António Costa, acrescentando que a reconstrução do país não é voltar ao ponto em que estava antes da pandemia, mas “chegar ao ponto” em que devia estar se ela não tivesse existido.

Ao referir que o desfio agora é recuperar o país, o primeiro-ministro explicou que isso depende da aplicação do plano elaborado por António Costa Silva no qual a reindustrialização é apontada como um desígnio nacional. “Um dos desígnios que António Costa Silva propôs foi precisamente o da reindustrialização do país. Reindustrialização significa podermos fazer indústria nova em novos sectores. A abertura de uma escola na Universidade do Minho na área do aeroespacial é seguramente um investimento para o futuro. Mas a indústria nova não prescinde da indústria que sempre tivemos, que ao longo dos séculos fez de nós aquilo que nós somos. Eu não imagino uma reindustrialização do país que prescinda da indústria que nós já temos”, afirmou.

Pandemia não passou

Apesar de ter terminado o discurso com nota de optimismo e avisos de precaução, o chefe do Governo comentou a “má notícia” relacionada com a suspensão dos testes da vacina, após ter surgido uma suspeita de reacção adversa séria num participante do estudo, e considerou ser um factor de incerteza. 

“Na semana passada havia um enorme optimismo de que o processo de avanço das vacinas estava rápido. Hoje, todos acordámos com uma má noticia que pelo menos um processo da vacina teve que ser suspenso. É um factor de incerteza”, disse o primeiro-ministro.

António Costa repetiu ainda o que tem dito sobre a doença. “Não sabemos, ninguém sabe, quando termina a pandemia e sabemos que até haver uma vacina ela não desaparecerá. (...) Sobretudo não podemos deixar cair os braços e desistir. Este é o momento de arregaçarmos as mangas e fazer aquilo que sempre fizemos, contra ventos e marés e também, vírus, cá vamos nos seguir em frente, no destino, rumo ao futuro”, insistiu. com Lusa

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