App StayAway Covid já foi descarregada por 660 mil pessoas. Já foram gerados nove códigos para pessoas infectadas

Até esta segunda-feira, foram gerados nove códigos para doentes infectados introduzirem o código com 12 dígitos na aplicação StayAway Covid.

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O presidente do Conselho de Administração do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), José Manuel Mendonça, na sessão de apresentação pública da aplicação Stayaway covid RUI MANUEL FARINHA/LUSA

A aplicação StayAway Covid para ajudar a travar a covid-19 em Portugal já tinha sido descarregada, até às 9h desta segunda-feira, por 660 mil pessoas, anunciou José Manuel Mendonça, académico do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), durante a primeira reunião entre os peritos de saúde e os políticos em dois meses sobre a situação epidemiológica do país — e a primeira a ser transmitida em directo para todo o país. Já nove pessoas receberam códigos para se identificarem como doentes infectados.

Durante a apresentação, o académico defendeu que a aplicação portuguesa não é “intrusiva” como a desenvolvida noutros países, nomeando especificamente a Coreia do Sul. “Não há dados pessoais envolvidos. Há anonimato completo. O infectado não sabe quem o infectou. Há anonimato de todos os intervenientes”, garantiu.

O académico também sublinhou que a aplicação não é simplesmente mais uma app: "Isto é um sistema complexo, é uma rede social, se quisermos”, afirmou José Manuel Mendonça, que disse ainda que a aplicação foi desenvolvido pela “nata” dos programadores nas universidades europeias.

Até esta segunda-feira de manhã, foram gerados nove códigos para doentes infectados introduzirem o código com 12 dígitos na aplicação StayAway Covid. A introdução do código espoleta avisos para quem teve contactos de elevado risco, até ao máximo de 14 dias.

Durante a reunião, foi ainda revelado que foram já registados 1,1 milhão de utentes na ferramenta “Trace Covid-19”, utilizada pelos profissionais de saúde para registar e acompanhar os casos suspeitos e infectados de covid-19 no país, internados ou em casa, assim como surtos identificados. Foram realizadas ainda mais de dois milhões de vigilâncias, 10 mil profissionais interagiram com a plataforma e 9 mil utentes encontram-se em autovigilância através da ferramenta.

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