Inter procura travar o pleno do Sevilha nas finais da Liga Europa

Na sexta-feira será entregue o troféu da segunda prova de clubes mais relevante da UEFA. Italianos querem quebrar jejum de longa data.

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Reuters/POOL

Nunca o Sevilha e o Inter Milão se encontraram numa prova da UEFA. E nunca o estádio do Colónia acolheu uma final europeia. Na sexta-feira à noite (20h, SportTV), estes dados serão actualizados quando o quarto classificado da Liga espanhola e o segundo da Série A se defrontarem para decidir qual arrecadará o troféu da Liga Europa.

Andaluzes e milaneses fizeram percursos distintos para chegarem ao encontro decisivo. O Sevilha, depois de uma fase de grupos com cinco vitórias e uma derrota, afastou o Cluj nos 16 avos-de-final antes de ver o grau de dificuldade da prova disparar de forma flagrante. Roma, Wolverhampton e Manchester United foram os rivais que se seguiram e todos caíram aos pés do clube mais titulado da segunda competição da hierarquia da UEFA

A performance dos espanhóis deixa Antonio Conte, treinador do Inter, de sobreaviso, mas não receoso. “A palavra medo não faz parte do meu vocabulário. Respeitamos o Sevilha, mas se estamos aqui é porque temos trunfos a jogar”, advoga, assumindo que o rival poderá ter a vantagem decorrente de uma maior experiência a este nível na competição.

Aos cinco títulos dos andaluzes na Taça UEFA/Liga Europa (ganharam todas as finais que disputaram), os italianos podem contrapor três, ainda que o mais recente tenha ocorrido em 1998, há 22 anos. E poderão também sublinhar que começaram a temporada na Liga dos Campeões, num grupo que incluiu Barcelona e Borussia Dortmund. A “queda” para a Liga Europa ditou confrontos com Ludogorets, Getafe, Bayer Leverkusen e Shakhtar Donetsk, tendo o jogo diante do campeão ucraniano traduzido o resultado mais confortável de toda a caminhada (5-0).

“Já trabalhamos juntos há algum tempo, é normal que algumas noções tácticas sejam adquiridas e que outras sejam rejeitadas. O nosso trabalho árduo está agora a dar frutos”, sustenta Conte, destacando a importância de os jogadores estarem “mentalmente desinibidos”.

Éver Banega, por exemplo, não deverá ter problemas com isso. O médio argentino, que em 2016-17 vestiu a camisola dos “nerazzurri”,  já marcou presença em duas finais da prova ao serviço do Sevilha, em 2015 e 2016, contribuindo para os espanhóis arrecadarem os dois troféus. Hoje, aos 32 anos, continua a ser um dos esteios dos andaluzes.

Julen Lopetegui tem-lhe dado um papel de relevo na equipa e na noite de sexta-feira o cenário não deverá ser diferente, diante de um adversário que o técnico basco considera ser “muito completo”. “É uma equipa com excelentes jogadores e tem um estilo de jogo eficaz, como acontece com todas as equipas de [Antonio] Conte. Podem atacar muito e, ao mesmo tempo, evitar que o rival crie oportunidades”, analisa.

Desde que retomou a participação europeia, no pós-confinamento imposto pela covid-19, o Sevilha tem precisado de oito remates, em média, para fazer um golo. “Uma equipa com o nível do Inter vai obrigar-nos a jogar nos limites e é isso que vamos tentar fazer”, acrescenta Lopetegui, que concordará certamente com a visão de Conte: “A única forma de escrever a história de um clube é ganhar”.
 

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