Pedalar 275 quilómetros pelo Douro: vai nascer uma nova rota para BTT

São quase 300 quilómetros ao longo de sete concelhos do Alto Douro Vinhateiro à área protegida do Douro Internacional. Em cada um dos concelhos vai haver centros de apoio aos praticantes de BTT que vão dispor de balneários, sanitários e estações de serviço para a lavagem de bicicletas.

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Fábio Augusto

Pedalar por vinhas, natureza e arte rupestre. São 275 quilómetros para fazer de bicicleta do Alto Douro Vinhateiro à área protegida do Douro Internacional, deslizando por sete concelhos.

A Grande Travessia do Douro Internacional e Vinhateiro (GTDIV), como é designada, é um projecto da Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS) que pretende valorizar e preservar os activos turísticos deste território, através de um circuito potenciador das actividades ao ar livre e do usufruto de património cultural e natural “que de outra forma não seria possível aproveitar”.

“Esta é uma rota que vai ajudar a potenciar os activos turísticos do território através de um circuito ciclável com 275 quilómetros extensão. A iniciativa está vocacionada para a promoção do cicloturismo num território e que que junta dois patrimoniais mundiais da humanidade [Douro Vinhateiro e Arte Rupestre do Vale do Côa] e uma área protegida de grande valor ambiental”, explicou à Lusa o secretário geral da AMDS, Nuno Trigo.

O praticante de BTT pode assim contemplar a paisagem entre os rios Douro, Sabor e Tua, onde, segundo o responsável, cada passagem “é um momento único”. “Será um equipamento para prática de BTT a nível nacional e internacional, que oferece aos praticantes um contacto privilegiado com um vasto território, nas melhores condições técnicas e logísticas para a prática do cicloturismo”, vincou Nuno Trigo.

Quem optar por este percurso terá de respeitar a sinalética e normas existentes para a prática de BTT e cicloturismo em vigor a nível nacional e internacional. “Ao longo do traçado vão ser instalados painéis contendo informações e sinalética de direcção complementares”, indicou a AMDS.

Os praticantes de BTT olham para este novo traçado com entusiasmo, como indicou à Lusa o presidente da Associação Monóptero Bikers Clube de Mogadouro, que representa mais de uma centena de praticantes de BTT e de cicloturismo. “Apoiamos esta iniciativa, como outras viradas para o BTT. Os desportos em bicicleta estão em franco crescimento, especialmente nesta época após confinamento, sendo uma forma de dar a conhecer a região”, concretizou Nuno Moreno.

O circuito de 275 quilómetros será repartido por seis etapas, cada uma com início e fim em cada um dos concelhos da AMDS. Em cada um destes concelhos haverá centros de apoios aos praticantes que vão dispor de balneários, sanitários e estações de serviço para a lavagem de bicicletas. Ao longo de todo percurso serão instalados 20 pontos intermédios tendo em vista o contacto com as populações e dinamização da económica local.

A GTDIV vai passar pelos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Torre de Moncorvo, Carrazeda de Ansiães (Bragança) Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa (Guarda).

A AMDS deixou a garantia de que a implementação e homologação do projecto da Grande Travessia será levado a cabo seguindo os critérios da Federação Portuguesa de Ciclismo, bem como os princípios básicos da IMBA (International Mountain Bicycling Association).

O Investimento na GTDIV ronda os 428 mil euros com um financiamento de cerca de 273 mil euros do Programa Valorizar.

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