Confinamento fez diminuir os partos prematuros no SNS

Em Portugal, como em vários outros países, a crise pandémica e o consequente confinamento traduziu-se numa redução ou estagnação dos nascimentos de prematuros. A diminuição da poluição e das infecções nas grávidas são hipóteses explicativas. Além disso, ficar em casa permitiu dormir mais e comer melhor

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Os partos de prematuros representam 8% do total de nascimentos ADRIANO MIRANDA (arquivo)

Durante os meses em que a crise pandémica obrigou as pessoas a fecharem-se dentro de portas, os médicos dos serviços de neonatologia de vários países começaram a observar um fenómeno estranho: os nascimentos de bebés prematuros estagnaram ou caíram drasticamente para perto de metade. Em Portugal, como na Dinamarca, Irlanda, Austrália, Estados Unidos e Canadá, entre outros países, os especialistas da maior parte dos principais hospitais com unidades de neonatologia começaram a ver um crescente número de incubadoras vazias. No Hospital de Santa Maria, o obstetra Diogo Ayres de Campos aponta uma redução de 27% na percentagem de nascimentos antes das 35 semanas e de 40% antes das 33 semanas, “comparativamente com os tempos pré-covid”.

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