O treinador alemão tomou conta da Champions

Três quartos dos técnicos presentes nas meias-finais da prova são germânicos, algo inédito na história da Liga dos Campeões.

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Julian Nagelsmann Reuters/POOL
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Hans-Dieter Flick LUSA/Manu Fernandez / POOL
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Thomas Tuchel LUSA/David Ramos / POOL

Até às últimas horas do próximo dia 23, o Liverpool manterá o estatuto de campeão europeu de clubes em título. Os “reds” já foram eliminados da presente edição da prova, mas o sucesso da época passada ficará para sempre associado ao nome de Jürgen Klopp. O treinador alemão parece, de resto, ter aberto as portas à nova vaga de técnicos germânicos, que definitivamente tomaram conta da Champions 2019-20.

A retumbante eliminação do Barcelona pelo Bayern Munique foi apenas a face mais visível da subida na hierarquia dos treinadores alemães. Hans-Dieter Flick, que desde 2006 e até ao ano passado fizera uma carreira como adjunto (entre o RB Salzburgo, a selecção alemã e o Bayern), aproveitou a saída de Nico Kovac da equipa bávara para se provar altamente competente: leva já 28 jogos sem perder (apenas um empate) e 19 triunfos seguidos.

O mais recente (um impensável 8-2) colocou o Bayern nas meias-finais da Champions, fase para a qual já se tinham qualificado o Paris Saint-Germain e o RB Leipzig, orientados por dois compatriotas. Thomas Tuchel, um dos grandes pensadores do jogo da actualidade, colocou o campeão francês a um jogo da desejada final, mas para lá chegar o técnico de 55 anos, que se notabilizou no Mainz, singrou no Borussia Dortmund e rumou depois a Paris, terá de eliminar um dos seus antigos adjuntos.

Ao afastar o Atlético Madrid, Julian Nagelsmann tornou-se no mais jovem técnico a atingir as meias-finais da Liga dos Campeões. O treinador do RB Leipzig, de 33 anos, era ainda jogador do Augsburgo B quando o então treinador, justamente Thomas Tuchel, lhe pediu para fazer os relatórios técnicos sobre os rivais, numa altura em que recuperava de uma lesão grave no joelho. De então para cá, foi sempre a subir, com um brilharete no Hoffenheim já como treinador principal e a chegada a Leipzig, que está a ser a grande sensação da Champions.

De resto, esta é a primeira vez que a Alemanha (ou qualquer outro país) coloca três treinadores nas meias-finais da Liga dos Campeões, desde 1992-93, ano em que começou a disputar-se a prova no actual formato (que nesta edição foi ligeiramente alterado, por força da pandemia de covid-19). Uma prova de competência que contrasta com o ciclo menos positivo dos emblemas (e treinadores) espanhóis, que durante anos dominaram a competição.

“É óptimo para o futebol alemão, também em termos de clubes. Devemos estar satisfeitos por termos tantos representantes nos quatro melhores da Europa, isso é óptimo. Veremos quanto conseguem chegar à final”, comentou Julian Nagelsmann. Pelo menos um, precisamente aquele que sairá do embate de terça-feira entre PSG e RB Leipzig, está já garantido. O outro dependerá do desfecho do encontro entre Bayern e Manchester City ou Lyon.

Mais habituado a estas andanças, ainda que como adjunto, Hans-Dieter Flick aproveitou também os holofotes que se intensificaram depois da goleada de sexta-feira para dirigir uma palavra aos colegas de profissão. “Claro que estou contente pelo Thomas e pelo Julian. Sei como se sentem depois de chegarem às meias-finais. Estes são os melhores clubes da Europa, temos de estar felizes”, sublinhou.

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