Astronomia

Alex fotografou o céu que dorme sobre a “mágica” ilha da Madeira

©Alexander Forst
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Quando o alemão Alexander Forst viajou até à ilha da Madeira, em meados de Julho deste ano, não esperava o que estaria prestes a encontrar. "Foi uma das viagens mais impressionantes que fiz até hoje", disse ao P3, em entrevista. "Há muito para descobrir neste pequeno pedaço de terra. Adoro as falésias profundas e toda a variedade de paisagem que a ilha oferece." Apaixonou-se, sobretudo, pelo Fanal e pelas suas "árvores estranhas". "Esta ilha é mágica", garante. As fotografias que tirou não o deixam mentir nem relativamente à beleza que encontrou, nem à paixão que suscitaram e que está bem patente nas imagens. "No Pico do Areeiro senti-me extremamente feliz. Mas tudo o que via [na ilha] era incrível. Realizei quatro mil imagens numa semana e superei o meu recorde pessoal."

Forst sonhava com uma viagem à Madeira há três anos. "Quando estava a planear a viagem lembrei-me de uma publicação fotográfica num grupo do Facebook que nunca pude esquecer. Nessa altura estava a dar os primeiros passos na fotografia e disse a mim próprio 'uau, um dia hei-de visitar esta ilha'." Viajou com duas câmaras fotográficas  uma delas especificamente preparada para registar o cosmos , quatro tripés, duas lanternas de baixa intensidade e dez objectivas fotográficas. "Até tive medo que não me deixassem viajar de avião com tudo isto na mala, mas não houve problema", refere. Fez o teste à covid-19 no aeroporto e esperou 12 horas pelo resultado. "Lembro-me de estar sentado no meu quarto e de estar preocupado: se o resultado do teste fosse positivo, teria de passar as duas semanas seguintes em quarentena e não a fotografar, como tinha planeado." Recebido o resultado negativo, Forst pôde viajar livremente pela ilha.

O alemão de 36 anos, residente na Suíça, visita Portugal regularmente. "A minha irmã vive em Fão há oito anos e eu visito-a nos meses de Verão." Gosta das paisagens e das ruas portuguesas, que fotografa sempre que possível. "No ano passado visitei Lisboa e fiz fotografia de rua, mas este ano preferi dedicar-me à paisagem natural e à astrofotografia." A sua paixão pelos astros não é de hoje. Alex gosta de ficção científica desde que se recorda. "Adoro naves espaciais, estrelas, e o meu sonho, quando era criança, era viajar no espaço." Nunca entrou num veículo espacial, mas graças à sua câmara pode ver o espaço em detalhe. "Gosto de fotografar os céus nocturnos porque a minha câmara permite-me ver coisas que são invisíveis a olho nu." As fotografias que partilha, agora, com o P3 são sujeitas a pós-produção fotográfica, que é utilizada para realçar a presença dos astros que brilham por cima da maior ilha portuguesa.

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