Presidente e Governo libaneses já tinham sido avisados sobre nitrato de amónio

Uma semana depois da explosão no porto de Beirute, um relatório da Direcção-Geral de Segurança do Estado libanês dá conta de uma carta enviada ao Presidente, Michel Aoun, e ao ex-primeiro-ministro Hassan Diab a avisar do perigo que constituíam as 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas no porto de Beirute. 

Para muitos libaneses, a grande explosão que aconteceu a semana passada, e que causou pelo menos 163 mortos e mais de seis mil feridos, foi a gota de água. Apesar de Hassan Diab ter apresentado esta segunda-feira a demissão do seu executivo, as manifestações continuaram pela terceira noite consecutiva. Os protestantes contestam a corrupção generalizada no país, que atravessa uma profunda crise económica, e alguns duvidam de que a mudança seja possível.

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