Alentejo lança visitas temáticas para promover o “saber-fazer tradicional”

“Alentejo, Patrimónios” começa, já em Agosto, com a arte chocalheira em Alcáçovas. Seguem-se os barros de Beringel, cereais e moinhos de Odemira e os Bonecos de Estremoz. O projecto quer também ajudar o turismo e economia locais.

Foto
Bonecos de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA

Um primeiro circuito de quatro visitas guiadas temáticas marca a estreia do projecto "Alentejo, Patrimónios”, dedicado a promover o Património Cultural Imaterial da Região e assinado pela Direcção Regional de Cultura do Alentejo (DRCAlentejo). 

Para esta ano, aquela entidade acaba de anunciar quatro visitas, com a primeira já a realizar-se em Agosto: no dia 22, a visita será a Alcáçovas (Viana do Alentejo) e "terá como pano de fundo a arte chocalheira", declarada Património Cultural Imaterial da Humanidade​ em 2015 pela UNESCO. O ponto de encontro da visita é no Paço dos Henriques, às 10h.

Luís Godinho, Luís de Matos e Rui Fernandes

A iniciativa, que tem o apoio de autarquias e associações da região, avança a DRCAlentejo em comunicado, prosseguirá com “viagens temáticas em torno dos Barros de Beringel (26 de Setembro), dos cereais e da molinagem no território do rio Mira (3 de Outubro) e dos Bonecos de Estremoz (17 de Outubro)”.

A classificação da "Produção de Figurado em Barro de Estremoz", vulgarmente conhecida como "Bonecos de Estremoz", foi decidida na 12.ª Reunião da UNESCO LUSA/NUNO VEIGA
O artesão Afonso Ginja e a mulher produzem artesanalmente os bonecos de Estremoz no seu atelier/loja no centro histórico da cidade LUSA/NUNO VEIGA
O director do Museu Municipal de Estremoz e responsável técnico da candidatura da arte da feitura dos bonecos de Estremoz a património da Unesco, Hugo Guerreiro, junto a figuras em exposição no museu LUSA/NUNO VEIGA
Várias figuras conhecidas como "O amor é cego", que são das mais conhecidas dos bonecos de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
Uma figura dos bonecos de Estremoz chamado "O amor é cego" LUSA/NUNO VEIGA
Um presépio ainda por pintar, no atelier das "Irmãs Flores", que se dedicam à produção artesanal dos conhecidos "Bonecos de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
As irmãs, Perpétua (esq.) e Maria Inácia Fonseca (dta.) produzem artesanalmente há mais quase 50 anos os conhecidos bonecos LUSA/NUNO VEIGA
Figuras antigas dos bonecos em exposição no Museu Municipal de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
A classificação da "Produção de Figurado em Barro de Estremoz", vulgarmente conhecida como "Bonecos de Estremoz", foi decidida na 12.ª Reunião da UNESCO LUSA/NUNO VEIGA
A artesã Maria Inácia Fonseca LUSA/NUNO VEIGA
Presépios feitos com "Bonecos de Estremoz", Museu Municipal de Estremoz, em Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
Figuras dos bonecos de Estremoz, feitas pelo artesão Afonso Ginja, à venda na sua loja no centro histórico de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
Figuras dos bonecos de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
Figuras dos bonecos de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
Figuras dos bonecos de Estremoz LUSA/NUNO VEIGA
Fotogaleria
LUSA/Nuno Veiga

Devido às medidas de segurança impostas pela pandemia, cada visita terá um número máximo de 14 participantes.

O objectivo do novo projecto de visitas, avançam, é “mostrar a diversidade cultural da região, dignificar os actores do saber-fazer tradicional, valorizar o património imaterial e o território em todas as suas especificidades diferenciadoras”. Mas também “criar novas dinâmicas que ajudem o turismo e a economia locais”.

Mais informações no site da DRCAlentejo ou: tel.: 266 769 800 / 266 769 450, info@cultura-alentejo.gov.pt.