Bombeiros dominam vários incêndios. Fogo na Amadora controlado

Depois de um dos dias “mais complicados” em termos de fogos, porque houve muitos e ao mesmo tempo, a situação melhorou em vários pontos do país.

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Nelson Garrido

Amadora, Lisboa

Começou esta noite a deflagrar um incêndio numa zona de mato no concelho da Amadora, no distrito de Lisboa. Ao PÚBLICO, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa disse que o incêndio está em fase de “conclusão”.

O alerta foi dado às 21h12, refere ainda o CDOS de Lisboa, que informa que estão no local 52 operacionais, apoiados por 17 viaturas.

Sernancelhe, Viseu

De acordo com a página da ANEPC, o incêndio que deflagrou cerca das 12h de quinta-feira em Sernancelhe, no distrito de Viseu, está em fase de resolução. Durante a tarde de sexta-feira chegou a mobilizar 378 operacionais, apoiados por 117 veículos e duas aeronaves.

Torre de Moncorvo, Bragança

O incêndio no concelho de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, que reacendeu na tarde de sexta-feira, foi dado como dominado cerca das 22h, disse à Lusa fonte da Protecção Civil. “Vamos manter todo o dispositivo de combate ao incêndio, sob vigilância apertada, para evitar novos reacendimentos”, afirmou o comandante operacional de operações de socorro de Bragança, João Noel Afonso.

Segundo o responsável, ao longo da noite e madrugada, “as preocupações de consolidação e rescaldo do perímetro do incêndio, serão mantidas, com todo o dispositivo disponível a operar no terreno”.

O alerta para o incêndio na União de Freguesias de Adeganha e Cardanha, no concelho de Torre de Moncorvo, foi dado às 14h41 de quinta-feira. O fogo foi considerado dominado na manhã de sexta-feira, mas reacendeu na tarde no mesmo dia.

O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo indicou à Lusa que, numa primeira estimativa, a área ardida no incêndio ultrapassou os mil hectares, tendo causado “elevados prejuízos agrícolas e florestais”. Também arderam vários armazéns nos Estevais, Cardanha e Adeganha, os quais tinham no seu interior alfaias agrícolas e outros utensílios ligados à lavoura.

Segundo a página da ANEPC, pelas 00h05 estavam no combate às chamas 164 bombeiros apoiados por 59 viaturas.

Sabugal, Guarda

O incêndio do Sabugal, na Guarda, está agora em resolução. Durante a manhã estiveram no local 196 operacionais, apoiados por 61 veículos e uma aeronave. O incêndio que deflagrou na quinta-feira numa zona de mato em Santo Estêvão e Moita, foi dominado na madrugada passada, por volta das 4h30.

Fundão e Covilhã, Castelo Branco

Os fogos que deflagraram na sexta-feira na freguesia da Capinha, no concelho do Fundão, e na Aldeia do Carvalho, na Covilhã, foram dominados.

O fogo na Aldeia do Carvalho foi dominado ao início da madrugada, enquanto o da Capinha foi dominado às 4h05 e “encontram-se neste momento em fase de rescaldo”, explicou à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco.

O alerta para o fogo na freguesia da Capinha foi dado às 12h26 de sexta-feira. Pelas 23h45 estavam no local 223 operacionais apoiados por 74 veículos.

Já o incêndio na Vila do Carvalho, que começou às 14h44, estava a ser combatido por 77 elementos, auxiliados por 25 veículos.

Alijó, Chaves e Sabrosa, Vila Real

O incêndio que deflagrou ao início ao início da tarde de quinta-feira em Alijó, distrito de Vila Real, foi dominado, disse à Lusa fonte da Protecção Civil. “O fogo foi dominado às 3h42 [de sábado] e encontra-se em fase de resolução”, explicou à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real.

O fogo em Alijó, que teve início perto da zona industrial, deflagrou pelas 12h de quinta-feira e entrou em fase de resolução cerca das 6h de sexta-feira, mas sofreu uma reactivação na tarde do mesmo dia.

O distrito de Vila Real está em estado de alerta especial de nível vermelho. No mesmo distrito, o incêndio que tinha deflagrado em Sabrosa pelas 15h37 de quinta-feira está igualmente em resolução. Pelas 10h estavam no local, de acordo com o site da ANEPC, 84 operacionais, apoiados por 25 veículos.

O fogo que deflagrou na tarde de sexta-feira em Vilar de Nantes, concelho de Chaves, entrou em resolução pelas 00h15 de sábado, disse à Lusa o comandante operacional distrital de Vila Real. Este fogo deflagrou às 14h41 de sexta-feira, na freguesia de Vilar de Nantes, e, segundo o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, começou com “três ignições distintas, com uma distância entre elas de cerca de 500 metros”. As chamas evoluíram desde a zona da aldeia de Nantes, na freguesia de Vilar de Nantes, pela encosta acima e chegaram a ameaçar as aldeias de São Lourenço, Cela e Tresmundes.

Nuno Vaz disse à Lusa que suspeitava de “uma intencionalidade” neste fogo que se aproximou de aldeias. “No espaço de uma semana tivemos um incêndio que lavrou de forma intensa, que consumiu mais de 2700 hectares e que pôs em perigo sete aldeias e, agora, temos outra vez um incêndio florestal com uma grande intensidade e colocando em perigo cinco localidades”, afirmou o autarca.

O presidente da Câmara de Chaves disse que “é altamente suspeito” que um incêndio tenha começado com “três ignições distintas, com uma distância entre elas de cerca de 500 metros”, e afirmou que quer parecer que “há aqui uma acção humana”, que deverá merecer uma “atenção mais particular por parte da investigação”.

No concelho de Vila Real, na freguesia de Parada de Cunhos, foi dado como dominado um fogo que começou às 15h48 numa zona de mato. Continuam no local 39 operacionais, que contam com o apoio de oito viaturas e de duas aeronaves.

Na tarde desta sexta-feira, o distrito transmontano registou também focos de incêndio em Valpaços e Mondim de Basto, que já estão em resolução.

Porto de Mós, Leiria

Também em resolução está o fogo que deflagrou na madrugada de quinta-feira em Porto de Mós, no distrito de Leiria, onde pelas 10h estavam 92 operacionais, apoiados por 32 veículos.

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