Professores do privado com aumentos até 1,5% a partir de Setembro

Sindicatos afectos à UGT chegaram a acordo com os patrões dos colégios e escolas profissionais. Trabalhadores não docentes também são abrangidos.

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Tiago Lopes

Os professores e trabalhadores não docentes dos colégios privados e escolas profissionais vão ter aumentos salariais até 1,5% no próximo ano lectivo. Esta melhoria é resultado da revisão do Contrato Colectivo de Trabalho do ensino particular e cooperativo, que foi acordado entre sindicatos afectos à União Geral dos Trabalhadores (UGT) e os patrões do sector.

O aumento salarial abrange mais de 32 mil trabalhadores do sector e entra em vigor já em Setembro. As novas tabelas de vencimentos estarão, à partida, em vigor nos próximos dois anos. A revisão do Contrato Colectivo de Trabalho foi acordada na sequência de um processo negocial iniciado no ano passado e concluído antes da pandemia. O documento acabou por ter uma adenda, que antecipa os efeitos da crise económica motivada pela covid-19 no sector. Por isso, as duas partes estabeleceram que voltam a sentar-se à mesa negocial no próximo ano caso a taxa de inflação de 2020 se situe acima de 0,95%.

Este acordo foi subscrito pela CNEF – Confederação Nacional da Educação e Formação, que representa 600 empregadores, entre colégios e Escolas Profissionais, e a Federação Nacional da Educação (FNE), além de um conjunto de outros sindicatos da UGT como o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes e o Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica. A revisão do Contrato Colectivo de Trabalho prevê ainda a criação de novas categorias na carreira docente para os professores do ensino profissional.

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